Argentinos podem desbloquear ponte para Uruguai

BUENOS AIRES - Os ambientalistas que bloqueiam o lado argentino da principal ponte entre o país e o Uruguai estão considerando suspender a obstrução, se o grupo finlandês UPM-Kymmene Oyj der garantias de que sua fábrica de papel construída na margem oriental do Rio Uruguai, na cidade de Fray Bentos, não poluirá o ambiente, de acordo com reportagens da imprensa local. Os ativistas iniciaram o bloqueio da ponte há 5 anos, para protestar contra a instalação da fábrica de papel de US$ 1,1 bilhão na margem uruguaia do rio que separa os dois países. Os ativistas discutirão a suspensão da obstrução da ponte em uma assembleia na quarta-feira, marcando o primeiro sinal de que o bloqueio pode ser encerrado, de acordo com os líderes do protesto citados pelos jornais locais. As autoridades argentinas adotaram durante anos uma postura de tolerância em relação à manifestação, mas, na semana passada o governo do país iniciou ações cíveis e criminais contra os ativistas que bloqueiam a ponte. O ex-presidente da Argentina Nestor Kirchner apoiou os manifestantes durante o seu governo. Já a presidente Cristina Kirchner abriu um processo contra o Uruguai na Corte Internacional de Justiça (CIJ), em Haia, por causa da construção da fábrica. Mas, em abril, a corte decidiu que não havia evidência de poluição pela fábrica. A CIJ afirmou que o Uruguai não consultou corretamente a Argentina antes da construção da fábrica, como é exigido por um tratado bilateral que regulamenta as atividades e o uso do rio, mas que ordenar a remoção da fábrica seria fora de proporção. A questão foi encerrada uma vez que a corte de Haia tomou sua decisão, disse o chefe do Gabinete da Argentina, Aníbal Fernández. O conflito afetou as relações entre a Argentina e o Uruguai e provoca um prejuízo de centenas de milhões de dólares no comércio por causa do bloqueio da ponte, de acordo com o Uruguai No entanto, o novo presidente uruguaio, José Mujica, tem adotado um tom conciliador desde a decisão da Corte de Haia, dizendo que ele confia na Argentina para resolver o problema. As informações são da Dow Jones. Da Agência Estado.

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