CPRH autua e multa Suape

No início desta semana, fui informada que a Agência Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH) havia autuado o Porto de Suape por não cumprir acordo de compensação de danos ambientais gerados por desmatamentos. A multa seria de R$ 5 milhões. Na terça-feira, liguei para a assessoria de imprensa da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, à qual a CPRH é vinculada, pedindo informações relativas à data da autuação, infração cometida e valor da multa. A assessoria da Sectma solicitou que formulasse as perguntas por e-mail e as enviasse à assessoria de imprensa da CPRH. Perguntas enviadas (VEJA ABAIXO), dois dias de espera e nada. Voltei a telefonar para a assessoria da Sectma na quinta-feira e o assessor passou a ligação para o secretário, Anderson Gomes. Ele concordou em divulgar as informações (OUÇA A ENTREVISTA AQUI) e se comprometeu a interceder junto à CPRH. Mais um dia e nada. No final da tarde desta sexta, chegou por e-mail a resposta da CPRH, enviada pela assessoria de imprensa sem nenhum dos dados solicitados (VEJA ABAIXO). Suape, implantado na década de 90 sobre um aterro de 600 hectares de mangue, agora se prepara para mais um desmatamento em Suape. A Assembleia Legislativa, a pedido do governo do Estado, autorizou mês passado a supressão de 508 hectares de mangue, 17 de mata atlântica e 166 de restinga. Um detalhe muito, mas muito importante: não só essa que está para ocorrer, mas todas as supressões anteriores tiveram a autorização condicionada à compensação ambiental. E essa compensação nunca foi cumprida, conforme noticiou esse blog.

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