Ativistas do Greenpace bloqueiam navio que receberia ferro-gusa

SÃO PAULO - Ativistas do Greenpace escalaram e bloquearam na segunda-feira (14) a âncora de um navio que estava prestes a receber toneladas de ferro-gusa que seriam levadas aos Estados Unidos. O protesto aconteceu a 20 quilômetros da costa de São Luís, no Maranhão. O Greenpace protesta contra o desmatamento, a invasão de terras indígenas e trabalho escravo. Os ativistas levavam um banner com a inscriação Dilma, desliga a motosserra. O grupo denuncia que as siderúrgicas são dependentes de grandes quantidades de carvão vegetal para alimentar seus fornos. Neles, o minério de ferro se transforma em ferro gusa. Siderúrgicas como a Viena - dona da carga do navio - e Sidepar negociam com carvoarias repletas de irregularidades no Maranhão e no Pará. Entre elas, estão a extração ilegal de madeira e o uso de trabalho análogo ao escravo. De acordo com o Greenpace, tanto a Viena quanto a Sidepar exportam quase 80% do ferro gusa que produzem na Amazônia para os EUA, onde o ferro-gusa vira aço usado por montadoras de veículos americanas. O protesto no mar em frente à capital maranhense quer levantar questões ambientais às vésperas da Rio+20, a cúpula da ONU sobre clima, biodiversidade e desenvolvimento sustentável que começa oficialmente no dia 20 de junho, no Rio de Janeiro. Enquanto o governo Dilma vende a imagem de país verde e moderno às vésperas da Rio +20, esta região está virando carvão para alimentar as indústrias de ferro gusa e aço, que espalham o que há de mais arcaico e predatório pela Amazônia,diz Paulo Adario, diretor da campanha Amazônia do Greenpeace, a bordo do navio Rainbow Warrior, que está em São Luis. Da Agência Globo. Fotos: Rodrigo Baleia/Greenpeace-AFP.

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