Fungos e plantas pela internet

Publicado no Jornal do Commercio, em 20 de maio 2012. Para conhecer a distribuição de plantas e fungos no Brasil, pesquisadores costumam consultar herbários, antes por meio de cartas, atualmente por e-mail. Plataforma de dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCT), no entanto, está disponibilizando os dados das coleções científicas na internet. O herbário virtual já conta com 3,5 milhões de registros e oferece as mesmas informações catalogadas nas instituições, como data e local da coleta, além de fotos em alta resolução. Quando o Herbário Virtual da Flora e dos Fungos começou a ser montado, 26 coleções se engajaram no projeto nacional. Hoje, são 67, comemora a coordenadora, Leonor Costa Maia, do Departamento de Micologia da Universidade Federal de Pernambuco. Um dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT), o herbário virtual foi inicialmente proposto por pesquisadores de Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, São Paulo, Sergipe e do Distrito Federal. A sede é na UFPE. Consultar a distribuição das plantas e fungos, explica Leonor Costa Maia, é o ponto de partida de muitos trabalhos científicos. Na plataforma, o pesquisador pode colocar o nome da espécie e obter no mapa do Brasil essa informação, detalha. A identificação do local de coleta do fungo ou da planta, com coordenadas geográficas, é uma das facilidades do herbário virtual. Enquanto na ficha das exsicatas, como são chamados exemplares desidratados das coleções científicas, o lugar onde foi encontrado o exemplar da coleção, muitas vezes, se restringe ao nome de uma mata, no herbário virtual constam a longitude e a latitude. Além de facilitar o acesso às coleções científicas, o projeto vinculado ao MCT contará com uma sala de visitação na UFPE. O local, que será aberto ao público, deve ser inaugurado em setembro, no Centro de Ciências Biológicas (CCB). Será uma sala com painéis e computadores onde o público poderá sentar e fazer consultas, adianta Leonor. Na internet, população em geral e cientistas já podem, ao digitar a ordem, a família ou o nome científico, descobrir onde, quando e por quem uma espécie foi estudada e catalogada. Na apresentação do INCT Herbário Virtual da Flora e dos Fungos, o CNPq destaca que a determinação do nome de um espécime e sua divulgação em um sistema de acesso livre e aberto é fundamental para a transferência do conhecimento taxonômico para a sociedade. É o conhecimento taxonômico, representado por um nome científico, que torna possível integrar, de forma dinâmica, dados, informações e conhecimento de diferentes acervos e produzir informações que possam subsidiar a análise de especialistas dos mais diversos setores como: meio ambiente, saúde, agricultura e indústria. Abaixo, infográfico da Editoria de Arte do JC. Para visualizar tela inteira, clique na barra do quadro, no último ícone à direita, e ESC para retornar.Herbario

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