Engenho Uchoa: uma luta de 20 anos

Publicado no Jornal do Commercio, em 4 de janeiro de 2012. Uma contestação na Justiça impede, há dez anos, que a mais abrangente unidade de conservação do Recife saia do papel. Decretada de utilidade pública em 2002, a área da Mata do Engenho Uchoa nunca foi desapropriada porque os proprietários contestaram o valor da indenização. Refúgio de vida silvestre com 20 hectares, no nível estadual, e Área de Proteção Ambiental de 192 hectares, no municipal, a Mata do Engenho Uchoa inclui 11 bairros e tem no entorno mais de 270 mil moradores. A gente luta há mais de 20 anos pela transformação disso tudo num parque público, que todos os recifenses possam usufruir, diz o professor Augusto Semente, 55 anos, morador do Barro, na Zona Oeste, e integrante do Movimento em Defesa da Mata do Engenho Uchoa. Como não houve a desapropriação, o decreto perdeu a validade. Na época, o valor do terreno era estimado em R$ 6 milhões. Hoje, os herdeiros da propriedade que entraram na Justiça pedem R$ 200 milhões, diz o secretário de Meio Ambiente do Recife, Marcelo Rodrigues. A prefeitura do Recife garante que implantará a APA até 2014. Dos 192 hectares, 60 são de manguezal, que pertencem à União. Dessa forma, apenas 132 hectares deverão ser desapropriados.

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