Os pulmões do Recife

Publicado no Jornal do Commercio, em 4 de janeiro de 2012. Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem, 22/12/2011. Na capital há cinco áreas protegidas por lei estadual. Apenas uma - o Parque Dois Irmãos - está delimitada e, mesmo assim, sofre pressão urbana. No último dia da série de reportagens de Verônica Falcão, conheça a importância dessas florestas urbanas para a cidade. As unidades de conservação estaduais do Recife - três refúgios de vida silvestre, uma reserva de floresta urbana e um parque - somam 2,76% do território da cidade, que ocupa 22 mil hectares distribuídos em 94 bairros. Das cinco, todas criadas há 25 anos, apenas uma foi implantada: o Parque Dois Irmãos, que abriga o zoológico da cidade. As outras, embora nunca tenham saído do papel, ainda cumprem uma função hidrológica e climática, segundo os especialistas, e precisam urgentemente de proteção. Entre os serviços ambientais oferecidos gratuitamente pelas florestas urbanas, explica o biólogo Felipe Alcântara, está a purificação do ar e da água, além da manutenção do clima. As cidades apresentam temperatura média maior que a das zonas rurais de mesma latitude. Dentro delas, as temperaturas aumentam das periferias em direção ao centro. As florestas urbanas amenizam o efeito desse fenômeno, chamado Ilha Urbana de Calor, justifica Felipe Alcântara, integrante da equipe técnica do Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan). Outro serviço prestado pela mata atlântica do Recife é na amenização das cheias. A ausência de florestas ciliares, por se tratar de uma barreira física contra o aumento da vazão dos leitos dos rios, impossibilita a retenção de enchentes, esclarece o biólogo. Matas ciliares são aquelas que margeiam os rios. As cinco criadas por lei em 1987 totalizam 609,2 hectares. Havia uma sexta - o Jardim Botânico do Curado, de 10,74 hectares - que em 2011 perdeu o título de unidade de conservação estadual, a pedido da prefeitura do Recife. Três são na Zona Oeste da cidade: São João da Várzea (64,52 hectares), Engenho Uchoa (20 hectares), e Matas do Curado (102,96 hectares). As outras duas se localizam na Zona Norte da capital: Dois Unidos (37,72 hectares) e Dois Irmãos (384 hectares). Manual sobre pagamentos por serviços ambientais publicado recentemente informa que ecossistemas em bom funcionamento fornecem fluxos de água limpa e segura, solo produtivo, condições meteorológicas relativamente previsíveis, e muitos outros serviços essenciais para o bem-estar humano. Além, claro, do sequestro de carbono, um dos gases do efeito estufa, da atmosfera. Elaborado por ONGs e Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o Pagamento por Serviços Ambientais: Um Manual Sobre Como Iniciar cita ainda a desintoxicação e decomposição de resíduos, a manutenção da biodiversidade e o eriquecimento da estética e da beleza paisagística. Engenho Uchoa: uma luta de 20 anos Parque de papel - terceiro dia Os dois exemplos a serem seguidos. ...

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