Os dois exemplos a serem seguidos

Publicado no Jornal do Commercio, em 3 de janeiro de 2012. Foto: Helia Scheppa/JC Imagem, 21.12.2011. Das 40 reservas ecológicas estaduais criadas há 25 anos, duas saíram do papel. Receberam cerca, contam com um gerente e até programa de erradicação de espécies invasoras. É a comprovação de que é possível, sim, implantar uma unidade de conservação. Amanhã leia sobre as áreas protegidas localizadas no Recife, na série de reportagens de Verônica Falcão. Da entrada, já se vê a diferença: há portão e vigilância. A Estação Ecológica de Caetés, em Paulista, no Grande Recife, e o Parque Dois Irmãos, onde funciona o zoológico da capital, são as únicas unidades de conservação estaduais protegidas de fato e de direito. Delimitada e cercada, a Estação Ecológica (Esec) de Caetés conta ainda com plano de manejo, que zoneia e define os usos de uma área protegida. O documento está sob revisão. É de 1998, ou seja, tem 11 anos e alguns usos mudaram, justifica a chefe da unidade, Sandra Cavalcanti. Hoje consolidada numa área protegida, a mata atlântica do lugar escapou de sucumbir ao lixo. É que, em 1984, quando o bioma ainda não tinha proteção legal, começou a ser construído no lugar um aterro sanitário. A comunidade do entorno se mobilizou e, depois de protestos, conseguiu que o governo do Estado adquirisse os 157 hectares que compõem a área, 150 deles de mata atlântica. Três anos depois, a reserva ecológica foi criada e, em 1998, transformada em estação ecológica, categoria que tem como objetivo a preservação da natureza e a realização de pesquisas científicas. Outra condição é a área ser pública. As duas, o Parque Dois Irmãos e a Estação Ecológica de Caetés, são as únicas, entre as 31 unidades de conservação reclassificadas em 2011, constituídas integralmente por terrenos pertencentes ao governo do Estado. Talvez isso tenha ajudado a serem as únicas implantadas até o momento, analisa o secretário-executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Helvio Polito Filho. Há a intenção de implantar outras. Temos recursos de R$ 14 milhões, dos cofres do Estado, para destinar às áreas protegidas. O objetivo é contratar técnicos para, em três anos, fazer os estudos e diagnósticos necessários à implantação. A Esec de Caetés, contornada por conjuntos habitacionais e vizinha de uma unidade prisional, tem também conselho gestor. Empossado em dezembro de 2011, conta com 18 integrantes, metade do poder público e metade da sociedade civil, e é presidido por Sandra Cavalcanti. Desde a criação, além de cerca e gerente, a Esec tem um histórico de conquistas. Uma área de declive acentuado foi reflorestada para deter a erosão. Extinguimos uma gruta que atraia romeiros e fechamos uma escola. São usos incompatíveis com o propósito da unidade de conservação, detalha. Projeto elaborado para a área de um hectare que abrigava um campo de futebol prevê o plantio de 3.150 mudas de espécies nativas. O serviço, orçado em R$ 176,5 mil, tem previsão de ...

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