"Só há recurso para estudos"

Publicado no Jornal do Commercio, em 2 de janeiro de 2012. Foto: Helia Scheppa/JC Imagem, 21.12.2011. As empresas pagam pelos danos ambientais, mas a diretora de Recursos Florestais e de Biodiversidade da CPRH, Vileide Lins, não sabe sequer quanto há na conta. A verba deveria ser aplicada nas unidades de conservação. JC - Em 1987, o governo do Estado criou 40 reservas ecológicas. Dessas, 31 foram reclassificadas, em 2011, mas apenas duas foram implantadas. O que falta para efetivá-las? VILEIDE LINS - A primeira coisa para você implantar uma unidade de conservação é fazer o diagnóstico, o zoneamento e criar um conselho gestor. Nós temos mais uma sendo implantada, em Itamaracá, com recursos da ordem de R$ 6 milhões da compensação ambiental da Petroquímica. JC - E quando vão implantar as outras? VILEIDE - Quando os estudos estiverem concluídos. JC - E vocês pretendem concluir quando esses estudos? VILEIDE - O mais rápido possível. Mas ainda não temos uma data aproximada porque é muita coisa. São muitas, tem que fazer licitação. JC - A lei que criou as reservas obriga a CPRH a fiscalizá-las. Uma, a do Engenho Salgadinho, em Jaboatão, já desapareceu. A mata atlântica foi convertida em canavial. VILEIDE - Sobre o Engenho Salgadinho, eu vou ser sincera: não sei. Não tenho informações recentes de lá. Acredito que não tenha sido feito nenhum estudo e, por isso, que está assim. Não sei se ela entra nessa lista. JC - Entra, sim. É uma das 40. O que deve ser feito lá? VILEIDE - Eu ainda não visitei, mas acredito que esteja no mesmo estágio das outras, que precisam de estudos, de conselhos gestores. É um processo lento. Talvez tenha que reverter, fazer plantio. Isso é uma coisa para se estudar. Há necessidade de um estudo para se fazer um projeto de plantio na área de cana. Ou ainda observar se essa área pertence a alguma usina ou algum engenho com quem a gente possa fazer uma parceria. JC - Sobre os recursos das compensações ambientais, a exemplo da Petroquímica, há estimativas de que esse valor já totalize R$ 60 milhões. Esse dinheiro deve ser destinado às unidades de conservação, seja para ações de criação ou de implantação. Quanto desse dinheiro está sendo destinando às unidades de conservação estaduais? VILEIDE - Até o momento se fala muito nisso: tem R$ 60 milhões, tem R$ 100 milhões, tem R$ 130 milhões. Na realidade, a CPRH não tem nenhum recurso ainda. Temos uma conta, mas esse dinheiro não está em conta. Não temos recursos para essas unidades. Então, parte dessas unidades vai ser o próprio Estado que vai bancar a implantação. Eu ainda não sei de quanto é o valor, que recurso é esse. Mas o único recurso disponível no momento é para esses estudos que nós estamos fazendo. Tem o da Estação Ecológica de Caetés, o da APA (Área de Proteção Ambiental) de Guadalupe, que é da compensação ambiental da Setur (Secretaria de Turismo de Pernambuco). JC - A senhora disse que tinha R$ 6 milhões da compensação ambiental da Petroquímica. Como não tem n...

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