ONGs criticam Código Florestal em conferência na África

BRASÍLIA, DF - Organizações ambientalistas reunidas na conferência do clima de Durban acusaram na quarta (30) o Brasil de estar acendendo uma bomba de carbono com a reforma do Código Florestal, cuja votação no Senado foi adiada para a próxima terça-feira. As ONGs afirmaram em seu boletim Eco, distribuído no encontro na África do Sul, que a nova lei deixará desprotegida uma área de florestas do tamanho de França e Reino Unido somados. Isso comprometeria as metas brasileiras de redução de emissões de gases-estufa anunciadas pelo Brasil em 2009, em Copenhague. O país se comprometeu a reduzir entre 1,16 bilhão e 1,26 bilhão de toneladas de CO2 suas emissões em 2020 em relação ao que seria liberado se nada fosse feito. Boa parte da meta deverá ser cumprida com a redução de 80% no desmatamento na Amazônia. O Eco afirma ainda que as mudanças no código criam uma situação embaraçosa para o Brasil, que sediará no ano que vem a conferência Rio +20, sobre desenvolvimento sustentável. Em Brasília, o Ministério do Meio Ambiente evitou polemizar. Mas afirmou que a nova lei ajudará o Brasil a cumprir a meta dos gases-estufa, e não o contrário. Para o governo, o código estimulará a recuperação de parte das florestas desmatadas ilegalmente até julho de 2008. Claudio Angelo e Márcio Falcão (Folhapress)

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