CPRH e Compesa ignoram presença de espécie ameaçada de extinção

Não adianta figurar na lista de espécies ameaçadas de extinção. Se a obra é no Complexo Industrial e Portuário de Suape, no Grande Recife, a CPRH faz vistas grossas e o Ministério Público, seja Federal ou Estadual, se cala. O Relatório de Impacto Ambiental (Rima) cita o pitu como um dos crustáceos encontrados no local onde será construída barragem que abastecerá a indústria petroquímica da Suape, mas omite que o animal está em risco. Na audiência pública que debateu o Rima, na sexta, dia 16, em Porto de Galinhas, uma botânica da consultoria que elaborou o relatório garantiu que o bicho não está na lista. Está, sim. Veja acima a citação e leia aqui (página 138) a Instrução Normativa (IN) do Ministério do Meio Ambiente que aponta o pitu como ameaçado. Aqui, veja o Rima (página 38) e comprove que se trata da mesma espécie. Aqui, verifique que a IN está em vigor (baixa a barra até visualisar Listas em Vigor). Na audiência pública, representantes das comunidades que serão afetadas pela construção lembraram que não há água encanada em 72 engenhos em Ipojuca. E sugeriram que, para compensar os impactos sócioambientais, a Compesa construa poços para abastecer essas áreas.

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