Energia solar no interior de PE

O professor da UFPE Heitor Scalambrini Neto aplaude a iniciativa da preifeitura de Belo Jardim mas diz que custou mais caro do que o normal. Preço exorbitante pago pela luminária. Por R$ 3.500 fazemos na UFPE. Se for mais que cinco postes, no Recife, custa R$ 3 mil, garante. O projeto piloto em Belo Jardim, no Agreste, saiu por R$ 5.500. Abaixo, leia matéria publicada no Jornal do Commercio, em 21.08.2011. As fotos acima foram cedidas pela prefeitura. Um poste de iluminação pública com sete metros tem chamado a atenção dos moradores de Belo Jardim, a 187 quilômetros do Recife, no Agreste. Não pela altura, mas porque em cima dele há um painel fotovoltaico. É que a lâmpada de 40 Watts que ilumina o canteiro da Rua Primeiro de Janeiro, no bairro de São Pedro, é movida a energia solar. A luz é meio fraca, é verdade, mas pela economia de energia elétrica e o ganho para o meio ambiente tá valendo, diz o marchante Antônio Acioli, sócio do frigorífico São Sebastião, localizado na frente do poste, instalado semana passada. Trata-se de um projeto piloto. Ou seja, por enquanto a cidade só terá um único poste alimentado por fonte renovável de energia. A prefeitura diz que pretende ampliar para a rede de iluminação pública, mas não há previsão de quando. Além de ganhos ambientais, o uso de energia solar resulta em economia nos gastos públicos. A secretária de Infraestrutura e Urbanismo de Belo Jardim, Joedna Souza, não sabe informar qual o valor pago por mês por poste de iluminação pública. Mas, se não temos que pagar à Celpe (concessionária de energia elétrica), estamos economizando. Se a longo prazo o município pretende economizar, na implantação do novo poste acabou gastando mais. Enquanto um convencional, incluindo a luminária e a lâmpada, custa em torno de R$ 1.500, segundo a secretária, o de energia solar saiu por R$ 5.500. No lugar de concreto, o poste é de ferro, para melhor adaptação do painel de células fotovoltaicas que convertem energia do Sol em eletricidade. Há, ainda, uma bateria para armazenar a energia. As lâmpadas não são fluorescentes, e sim do tipo LED (sigla em inglês para diodo emissor de luz). Joedna lembra que o poder público municipal é responsável apenas pela iluminação de praças, jardins e canteiros. Nas vias e praças a atribuição é da Celpe, embora quem pague a conta seja a prefeitura. Para especialistas, iniciativas como a de Belo Jardim devem ser seguidas por outras prefeituras. Creio que essa é uma medida acertada, visto que a iluminação interior e exterior representam 17% da energia elétrica consumida no País, diz o professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Heitor Scalambrini Neto. Com medidas como essa, se pode economizar energia e, assim, evitar ou pelo menos postergar a construção de novas usinas. O especialista lembra que as luminárias públicas de LED consomem menos energia e, por isso, devem ser escolhidas no lugar das fluorescentes. A luz LED, além de ter baixíssimo consumo em relação a outra...

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