Nova geografia da fome

Adelmo Santos, assessor técnico e educador ambiental em Afogados da Ingazeira, escreve o seguinte a respeito de post sobre projeto de monocultivo de cana-de-açúcar para o Semiárido: Nossos gestores precisam conhecer melhor os potenciais e os limites da região semiárida. Fazer monocultivo extensivo de cana-de-açúcar na região da caatinga, me parece um desconhecimento da realidade desse bioma, sobretudo em PE. Uma área de 122.400 hectares equivale aos municípios de Afogados da Ingazeira, Tabira e Carnaíba (Sertão do Pajeú), juntos somam 1.208 km², ou seja 120.800 hectares. Num projeto dessa magnitude quais seriam os impactos para a biodiversidade local. As matas ciliares, a fauna e as espécies nativas da caatinga, a maioria em extinção. Nosso bioma está mais para a diversidade produtiva no contexto da agricultura familiar. O latifúndio do Semiárido precisa ser repensado, ou seja como produzir sem destruir a biodiversidade do bioma, ameaçado permanentemente por falta de uma ação dos governos no controle e no combate às atividades que afetam e degradam o bioma caatinga.

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