Traficantes vendiam animais pela internet em até 18 vezes

SÃO PAULO - A Polícia Federal cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão em sete estados do país - Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Ceará e Paraíba - na quarta-feira (10) para prender integrantes de uma quadrilha especializada em vender ilegalmente animais pela internet. Os bichos eram oferecidos através de um site, que tinha clientes fora e dentro do país e podiam inclusive ser comprados em prestações. A Operação Arapongas foi feita em conjunto com o Ibama. Segundo a PF, foram presas seis pessoas. Na manhã da quarta-feira (10), o site da quadrilha, que não tinha autorização do Ibama, oferecia anfíbios, pássaros e mamíferos. Algumas destas espécies eram oferecidas por até R$ 1,5 mil. Uma arara-azul, espécie em extinção, era oferecida por R$ 55 mil e o pagamento podia ser dividido em 18 vezes. Um tucano custava R$ 2,8 mil e uma jaguatirica saía por R$ R$ 13 mil. Os traficantes exibiam no site imagens em tempo real de ONGs que fazem observação de pássaros. Também exibiam mensagens informando que os animais eram legalizados pelo Ibama. E avisavam os clientes que a entrega era feita por via aérea ou transporte terrestre. Os investigados recebiam encomendas de todo e qualquer tipo de animais. Essas espécies eram obtidas em criadouros irregulares e captura de animais silvestres na natureza. Por isso, os traficantes montaram uma verdadeira rede de fornecedores pelo país. Os locais estão sendo fiscalizados pelo Ibama e serão autuados, de acordo com as irregularidades encontradas. Todos os animais em situação irregular serão apreendidos. A Vara Federal Ambiental, Agrária e Residual de Curitiba expediu seis mandados de prisão temporária e 25 mandados de busca e apreensão. Ao todo, 150 Policiais Federais e 106 fiscais do Ibama participam da ação. Segundo as primeiras informações, o casal preso em Arapongas seria o líder do grupo. No escritório deles, foram achadas 30 animais. O grupo agia principalmente em cidades paulistas. Os investigados responderão pelos crimes de tráfico internacional de fauna, tráfico de animais silvestres nativos, estelionato, sonegação fiscal, falsidade ideológica, biopirataria. Em todo o mundo, o tráfico de animais movimenta todos os anos US$ 10 bilhões, perdendo apenas para o valor movimentado pelo tráfico de drogas. Da Agência Globo.

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