Parque de Niterói é suspeito de tráfico de animais

RIO DE JANEIRO - O Zoológico de Niterói, na região metropolitana do Rio, pode ter servido de ponte para o tráfico de animais, segundo investigação do Ibama (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis). O órgão autuou hoje o zoológico em R$ 1,032 milhão pelo sumiço de 490 bichos que foram deixados no local por agentes do Batalhão de Polícia Florestal da Policia Militar. O zoológico não tinha autorização para recolhê-los nem para cedê-los a terceiros como o Ibama diz que foi feito. O Ibama tem um centro de triagem para onde estes animais devem ser levados, afirma a chefe substituta de fiscalização e área técnica do Ibama no Rio, Lisia Vanacôr. Na sexta-feira passada, fiscais do instituto foram a quatro endereços onde alguns animais estariam, segundo os registros do zoo. Não acharam nenhum, informou o superintendente do órgão no Rio, Adilson Gil. A Fundação Zoonit também foi autuada em R$ 9 mil por maus-tratos de animais. O zoológico deve ser esvaziado até agosto, seguindo determinação de abril da Justiça Federal. As autuações serão comunicadas ao Ministério Público e à Polícia Federal, que agora vai investigar o sumiço dos animais. À PF, caberá apurar se houve tráfico, afirmou Vanacôr. Na quarta, 13, com o apoio do Batalhão da Polícia Florestal, o Ibama resgatou do zoológico um leão, aves e 40 macacos-prego, além do chimpanzé Jimmy, atração do lugar. Todos serão enviados para o GAP (Grupo de Apoio aos Primatas), entidade ambiental em Sorocaba, no interior de São Paulo. O GAP é o local onde entidades ambientais queriam alojar Jimmy, em uma ação que pediu seu habeas-corpus, também em abril. Na ocasião, a 2 Câmara Criminal do TJ do Rio negou o pedido, determinando que o instrumento legal não valia para um chimpanzé. A diretora da Fundação Zoológico de Niterói, Giselda Candiotto, disse que os animais procurados pelo Ibama foram soltos ou enviados para criadores cadastrados pelo próprio órgão federal. Giselda acrescentou que as aves com maus-tratos recolhidas pelo instituto haviam acabado de chegar. O tenente-coronel Mario Marques Fernandes disse que a polícia florestal da PM parou de enviar os animais para o zoológico depois de ser informada de que ele não poderia mais recebê-los, após um comunicado de Gil. Por Gustavo Alves (Folhapress)

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