Grupo é preso suspeito de organizar safaris em área de proteção ambiental

SÃO PAULO - Cinco pessoas que organizavam safaris em uma Apa (Área de Proteção Ambiental) no Paraná foram presas pela Polícia Militar na última sexta-feira, em uma operação contra o abate ilegal de animais silvestres. Durante a ação, em fazendas da Apa de Guaratuba, em São José dos Pinhais (metropolitana de Curitiba), foram apreendidas 12 armas de fogo de vários calibres, incluindo espingardas usadas em caça, revólveres e uma pistola com luneta. De acordo com o Batalhão de Polícia Ambiental, os donos das chácaras trabalhavam como guias e guardavam armas e equipamentos de caçadores do Paraná e de Santa Catarina. A área é uma reserva de Mata Atlântica, onde vivem animais ameaçados de extinção, como a paca e a onça vermelha, que estavam entre as vítimas favoritas dos caçadores. É um grupo muito bem organizado, que conta com equipamentos de Primeiro Mundo para caçar. Algo inédito na nossa região, afirmou o comandante do batalhão, capitão Durval Tavares Júnior. Eles não caçavam para comer, mas para arrancar a cabeça e as patas desses animais como troféus. Como se caçassem leões na África. A polícia tinha informações de que os caçadores agiriam no último fim de semana e realizou a operação na sexta para prendê-los em flagrante. Infelizmente, não os achamos, mas apreendemos suas armas e equipamentos, e a Polícia Civil e o Ministério Público poderão identificá-los. É gente com dinheiro, disse o capitão. Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão na operação, que contou com a participação de 50 policiais. Além das armas, foram apreendidas armadilhas de caça, redes de pesca, caixas para o transporte de animais e roupas camufladas. Por Raphael Veleda (Folhapress)

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