Própolis pode ser alternativa no tratamento de infecção do esôfago

Por Mayra Cavalcanti* Especial para o blog A própolis é um hormônio vegetal que pode ser encontrada em diversas cores e composições. É uma cera comumente utilizada por abelhas na proteção da colmeia contra insetos e micro-organismos como os fungos. Partindo desta propriedade, encontrada principalmente na própolis do tipo vermelha, a pesquisadora do Departamento de Micologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Danielle Macêdo realizou um estudo sobre a eficácia dessa substância no tratamento da candidíase no esôfago, obtendo resultados promissores. O projeto vem sendo desenvolvido há quatro anos e já foram feitos testes em seres vivos. A candidíase esofágica é uma infecção comumente diagnosticada em pacientes que apresentam o sistema imunológico debilitado - o que acontece em pessoas portadoras de AIDS, câncer e diabetes, por exemplo. Também pode ser encontrada em indivíduos não portadores das doenças citadas, caso eles façam uso frequente de corticóides (remédio empregado no tratamento de alergias), utilizem antibióticos durante um longo período de tempo ou possuam um grau elevado de estresse. De acordo com Macêdo, a novidade do estudo está no fato de ele trazer uma alternativa fitoterápica (forma de tratamento através de medicamentos de origem vegetal), diferentemente das maneiras atuais, as quais são muito caras e tóxicas ou não são totalmente eficazes. Nas amostras examinadas para a realização da pesquisa foram coletadas de 1.482 pacientes do Hospital Oswaldo Cruz, no Recife, dentre os quais, 42 eram portadores da doença. Posteriormente, testes no laboratório mostraram que, em alguns casos, era necessária a mesma quantidade de fluconazol (droga mais comumente usada pelos médicos) e de própolis vermelha para produzir o mesmo efeito. Sendo assim, a pesquisa passou para o estágio de teste em camundongos. Através de exames, chegou-se à conclusão que, os resultados da combinação de fluconazol e da própolis vermelha foram melhores do que o do fluconazol sozinho. Foi constatado que, além de matar os fungos causadores da candidíase esofágica, a própolis vermelha ativa o sistema imunológico do paciente, enquanto que o fluconazol apenas estaciona o crescimento dos micro-organismos, relata a pesquisadora. Diante da descoberta da eficácia no tratamento dos camundongos, o próximo passo é o teste em humanos. Antes disso, é preciso que haja uma tipificação (detalhamento dos elementos que compõem determinadas substâncias) da própolis. Só assim, poderemos partir para humanos, afirma a autora do estudo. *Participante do Curso de Divulgação Científica da UFPE

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