Governo abre concorrência internacional para mais uma dragagem em Suape

O pretendido desenvolvimento sustentável em Suape não depende só do pagamento do passivo ambiental, como promete a mais recente propaganda do governo do Estado, que anuncia reflorestar bem mais que os 365,36 hectares de Mata Atlântica e mangue destruídos nos últimos 10 anos. O replantio, a bem da verdade, deveria ser feito mesmo é pelas empresas do complexo portuário, pois era condicionante do licenciamento e a CPRH não exigiu seu cumprimento. As dragagens também geram impactos, como a transferência para a água dos metais pesados acumulados na lama. Na última, o bota-fora foi bem em cima dos bancos de pesca de onde milhares de pescadores tiram seu sustento. Além da redução do pescado, muitos tiveram apetrechos de pesca danificados, o que gerou uma ação judicial. Sobre a dragagem em curso (veja abaixo aviso de concorrência internacional publicado este mês no Diário Oficial), nem a CPRH nem a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco informam sobre o licenciamento. A assessoria de imprensa da CPRH e da Semas, à qual a agência ambiental é vinculada, simplesmente não responderam questões como se houve o licenciamento, quando ocorreu e se exigiu o estudo de impacto ambiental.

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