Pesquisadores previram, 9 anos atrás, devastação em Paulista

O corte paulatino do que resta de Mata Atlântica no terreno de cemitério em Paulista, no Grande Recife, é previsto desde 2002, quando começaram as obras. A instalação do empreendimento, assim como os sucessivos desmatamentos, é bom lembrar, têm o aval da CPRH. A agência ambiental e a direção do cemitério assinaram termo em que a empresa se compromete a repor 3 hectares. Detalhe: o local é uma estação de tratamento de esgoto da Compesa em Paulista que não tem cerca nem portões. Leia mais aqui sobre o assunto. Abaixo, veja matérias de arquivo que anunciavam a morte da floresta. Fiscais aprovam obra de cemitério Publicado no Jornal do Commercio, em 3.4.2002. Embora botânicos da Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária (IPA) tenham constatado desmatamento nas obras de um cemitério em Paulista, fiscais da CPRH e do Ibama que estiveram ontem no local afirmam ter havido apenas uma limpeza do terreno. A obra está de acordo com o que foi licenciado, garantiu o engenheiro agrônomo Carlos Ribeiro Filho, da gerência de Desenvolvimento Florestal da CPRH. Ele disse que o terreno tem 15,4 hectares. Os 6,52 correspondentes à vegetação serão preservados pela Serpos Serviços Póstumos Ltda., a empresa responsável pelo empreendimento. O projeto prevê a construção de velório, estacionamento, praça e jazigos no topo do morro, no Km 13,5 da PE-15, na Cidade Tabajara. O cemitério, também licenciado pela Prefeitura de Paulista, é do tipo parque, com dois mil jazigos. O fiscal do Ibama Alberto Rodrigues dos Santos disse que a empresa estava autorizada pelo instituto a retirar a vegetação da área plana, a título de limpeza de terreno. Ocupar as encostas, no entanto, não será permitido, adianta. Para a botânica do IPA Valdelice Correia Lima, que visitou a área anteontem, a ocupação das encostas será inevitável a longo prazo. O cemitério precisa se expandir. Se no topo do morro, que não tem vegetação, será construído o velório, é claro que os jazigos vão ocupar as encostas, onde está localizada a mata de restinga. O biólogo Alberto da Rocha Silva, da Associação Ecológica de Pernambuco (Ecos), garante que a área desmatada é de restinga, vegetação associada de mata atlântica protegida pelo Decreto Federal 750/1993. Ele também visitou a obra e disse que, por estar junto à encosta, a vegetação retirada é um prolongamento da restinga. Na opinião do biólogo, a obra deveria ter Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) porque envolve corte de restinga em área de preservação permanente (encostas com mais de 30 graus de inclinação). Abaixo fotos de Clemilson Campos/JC Imagem, 8.06.2011, que comprovam o prognóstico dos cientístas. Iphan embarga obra de cemitério Publicado no Jornal do Commercio, em 16.4.2002 A obra de um cemitério particular em Paulista, no Grande Recife, está paralisada por determinação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O embargo, realizado na sexta-feira passada, baseou-se na existência do um sítio arqu...

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