Comissão Baleeira propõe ao Japão redução drástica de caça às baleias

WASHINGTON - A Comissão Baleeira Internacional (CBI) divulgou, semana passada, proposta segundo a qual o Japão teria que reduzir em 3/4 a quantidade de baleias caçadas no prazo de cinco anos. A proposta, que será votada no encontro da comissão prevista para junho, no Marrocos, estabelece um prazo de 10 anos para que toda a atividade baleeira no mundo seja posta sob o controle da CBI. No mesmo prazo, o Japão deveria reduzir, embora sem encerrar por completo, a caça às baleias no oceano Antártico, prática duramente criticada pela Austrália. A comissão, que conduziu meses de negociações entre os principais países envolvidos com a prática, anunciou que a proposta representa um delicado equilíbrio de concessões e que ninguém pode dizer que ganhou ou perdeu. Segundo esta proposta, a caça praticada pelo Japão na Antártida cairia para 410 baleias na próxima temporada e para 205 na temporada 2015-2016. Atualmente, o Japão tem a meta de caçar de 765 a 935 cetáceos a cada temporada na Antártida, embora na última temporada tenha reduzido o número de animais abatidos para 507, devido à pressão de ambientalistas. O compromisso também permitiria a caça às baleias em um período de 10 anos por Noruega e Islândia e pela frota japonesa no Oceano Pacífico, mas proibiria a prática baleeira a novos países. A CBI impôs uma moratória sobre a caça às baleias em 1986. O Japão se aproveita de uma brecha que permite a pesquisa letal com os gigantes dos oceanos, enquanto a Noruega e a Islândia desafiam a medida completamente. Texto e foto: Agência France Presse.

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