Projeto de lei que será votado desagradou governo ambientalistas e até ruralistas

BRASÍLIA - O projeto do Código Florestal apresentado na terça pelo relator, deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP) conseguiu desagradar governo, ambientalistas e até ruralistas. Mas mesmo sem consenso, o texto deve ir a votação nesta quarta. O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), preferiu atropelar o governo, que queria negociar mais. Atendendo pedido dos líderes, Maia concordou em submeter ao plenário um pedido de urgência para que a reforma do código seja votada. ; Estou peitando o governo porque a proposta aprovada é uma boa proposta. A base aliada quer votar. ê óbvio que também prometi que colocaria em pauta ; disse Maia, referindo-se à promessa que fez aos ruralistas, quando foi candidato a presidente da Câmara, de que colocaria o polêmico projeto na pauta de votação do Plenário. Em nome do governo, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse, após reunião com a bancada do PT, que o texto de Aldo estava distante da proposta que o governo negociou com o relator nas últimas semanas. Aldo foi chamado ao Planalto no final da tarde. Depois de três horas de reunião, saiu prometendo fazer ajustes, mas não havia garantia de que conseguiria eliminar as resistências ao texto. Pela manhã, em reunião com um grupo de ambientalistas, liderados pela ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (PV), o ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, já tinha dado o tom do descontentamento. Disse que o texto do relator era diferente do que tinha sido negociado e que o governo discordava em 100% do relatório Aldo. Embora admita que relator tenha incorporado algumas exigências, como a manutenção da margem mínima de Reserva Legal (percentual da propriedade que propriedades têm que manter preservada), alguns pontos continuaram incomodando o Executivo. egundo o Greenpeace, que participou da reunião com Palocci, o governo está preocupado com a bomba que pode cair no colo da presidente Dilma, que durante a campanha presidencial prometeu vetar a anistia a desmatadores e a diminuição de mecanismos de proteção de Reserva Legal e àreas de Proteção Permanente (APPs).; O texto está muito distante do que o governo quer ; concluiu Izabella. ; Estamos tentando buscar o caminho do bom senso. ê um absurdo tomar conhecimento de um texto na segunda-feira às 5h da tarde, e ele ir para votação na quarta-feira. Aparentemente, o texto atende às demandas da sociedade, mas é só aparentemente, porque está cheio de pegadinhas. ê imprudente e desrespeitoso com o processo democrático colocar esse texto em votação ; apontou Marina Silva. Um dos pontos criticados é que apenas agricultores familiares deveriam ser dispensados de reflorestar a Reserva Legal, caso tenham desmatado além do permitido. Aldo, no entanto, estendeu o benefício para todos os proprietários com até quatro módulos fiscais (20 a 400 hectares) e cobra dos médios e grandes proprietários que só tenham que recompor sobre áreas acima de cinco módulos, livrando-os de recuperar o passivo na pa...

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