Destruição sem compensação

Suape desmata, promete compensar, mas não cumpre. É o que mostra documento (veja abaixo) da Agência Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH) divulgado pela Assembleia Legislativa. Em apenas três anos (2007 a 2009) foram 88,74 hectares de mangue e restinga suprimidos com autorização da assembleia, a pedido do governo do Estado, sem que sequer o projeto de compensação tenha sido enviado ou aprovado pela CPRH. Bem, o leitor deve estar se perguntando: se a vegetação nativa sucumbiu ao moinho de trigo, à refinaria, à ampliação do estaleiro e à estrada sem que nenhuma muda fosse plantada, conforme comprova o documento da CPRH, o que garante que o desmatamento de 1.076,49 hectares que está para ser autorizado pela Assembleia Legislativa vai ter ter seus danos ambientais reparados? A resposta deve ser dada pelo governador Eduardo Campos, autor do projeto de lei 1496/2010, e pelos deputados que devem aprová-lo. Apenas três deles, da bancada de oposição, claro, declararam publicamente que são contra: Augusto Coutinho (DEM), Pedro Eurico (PSDB) e Jacilda Urquisa (PMDB). Foi do primeiro a solicitação da lista à CPRH. Resta, agora, ao Ibama dizer se aprova ou não essa destruição sem compensação. É que o decreto n 6.660, de 21 de novembro de 2008, estabelece que cortes superiores a 50 hectares têm que ter a anuência do instituto. E o que se anuncia em Suape é mais de 20 vezes superior a isso. São 893,4 hectares de mangue, 17,03 de mata atlântica e 166,06 de restinga. Veja abaixo o documento. Clique em FULL para visualizar a tela inteira e ESC para retornar. Suape1

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