Luzes e sombras sobre aterro de mangue em Ipojuca

Frei Sinesio Araújo (*) Tenho acompanhado a discussão sobre a polêmica do projeto de lei encaminhado pelo Executivo Estadual e aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Assembléia Legislativa. O Executivo argumenta que o projeto é de interesse social e que tal investida já está prevista no plano de expansão do Porto de Suape, vai gerar empregos e renda para o Estado. Esta análise esta correta. Contudo, existem outras situações merecedoras de considerações que ainda não foram postas no debate. Longe de min querer ser contra por ser contra, mas é interessante também salvaguardar o meio ambiente que gera serviços ambientais e empregos no setor turístico. 1. A rede turística e hoteleira já está consolidada no Município do Ipojuca no qual milhares de turistas nacionais e estrangeiros desembarcam em nosso Estado em busca das nossas praias de águas quentes e sem falar na beleza cênica..., observação esta faz sentido, pois tal atividade também é geradora de empregos e renda para o nosso Estado e de modo especial para a cidade do Ipojuca. Contudo, o aterramento do ecossistema ora em questão pode prejudicar consideravelmente a qualidade das praias localizadas no litoral sul do nosso Estado e conseqüentemente na indústria turística. 2. Estas possibilidades devem fazer parte do estudo de um novo EIA/RIMA com a supervisão da rede hoteleira, do sindicato dos trabalhadores do turismo, ambientalistas e pescadores. 3. É interessante que neste novo EIA/RIMA se faça o cálculo dos serviços ambientais que tal ecossistema produz e os possíveis impactos no turismo em nosso Estado. Frei Sinesio Araújo é bacharel em Direito e secretário de Justiça, Paz e ecologia dos Frades Franciscanos no Nordeste.

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