Órgãos ambientais sem estrutura para fiscalizar

Adriana Guarda ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ) e Leonardo Spinelli ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ) A discussão entre o desenvolvimento e a preservação esbarra num obstáculo difícil: a falta de estrutura dos órgãos competentes. O exemplo mais claro disso é que as grandes indústrias do complexo industrial estão em atraso na obrigação de implementação de seus projetos de compensação ambiental. Relatório da Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH) aponta que estão nesta situação a Bunge, o Estaleiro Atlântico Sul e até mesmo a Refinaria Abreu e Lima, que ainda está sendo erguida. Um dos motivos para os atrasos, admite a própria CPRH, é a falta de estrutura do órgão para cobrar as respostas ambientais dos grandes projetos. Há o descumprimento mesmo, mas não há diferença para empreendimentos instalados em outros Estados. A questão é que os órgãos ambientais só ficam na expectativa. A CPRH, por exemplo, não possuía técnicos suficientes para analisar o progresso dos projetos de compensação, não tínhamos carros suficientes também. Agora o órgão fez concurso e ficará mais ágil, informou a gerente da Unidade de Controle e Monitoramento Florestal da CPRH, Vileide Lins. Segundo ela, antes do concurso, a agência possuía apenas três pessoas para monitorar os projetos de todo o Estado de Pernambuco. Além disso, esse mesmo pessoal é responsável pelo monitoramento do desmatamento florestal. O órgão federal que cuida do tema, o Ibama, vem apresentando melhores progressos. Este mês multou o Complexo Industrial e Portuário de Suape em R$ 1,8 milhão por não ter replantado 26,8 hectares de mangue e 10,5 hectares de restinga desmatados ano passado para a ampliação da área do Estaleiro Atlântico Sul. Segundo a CPRH, o moinho de trigo (Bunge) de Suape está devendo o projeto de compensação relativos a 47,4 hectares de mangue suprimidos da área. O EAS deve o projeto de 37,4 hectares e a Refinaria Abreu e Lima de outro 1,76 hectare. Publicado no Jornal do Commercio em 25.04.2010

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