Nordeste abriga plantas caribenhas

Plantas (1) Publicado em 03.04.2011, no Jornal do Commercio. Acima, infográfico da Editoria de Arte do JC. Clique em FUL para visualizar tela inteira e ESQ para retornar. Pesquisadores encontraram no Nordeste dois tipos de plantas antes registrados apenas no México e no Caribe. São espécies da Mata Atlântica, mas não árvores exuberantes, e sim criaturas minúsculas, que vivem no chão da floresta, em meio a folhas secas. Os estudiosos ainda não sabem como essas espécies chegaram tão longe, mas garantem que não foram disseminadas por seres humanos. Nossos estudos apontam para a ampliação da distribuição geográfica das duas. O responsável por isso, no entanto, não é o homem, mas a própria natureza, diz o coordenador da equipe, o botânico Marccus Alves. O levantamento ocorreu na Mata da Piedade, em Igarassu, no Grande Recife, um remanescente vegetal com 306 hectares - o equivalente a 300 campos de futebol. A presença desse tipo de ser vivo - chamado de saprófito - indica que o local está preservado. São plantas muito exigentes em relação à umidade. E também necessitam de sombra, justifica a bióloga Aline Vieira de Melo Silva, autora do estudo e integrante do Laboratório de Morfo-Taxonomia Vegetal da UFPE, chefiado por Marccus. A saprófita antes encontrada apenas no Caribe é a Gymnosiphon sphaerocarpus, que alcança de 11 a 25 centímetros de altura. Tinha distribuição restrita a Cuba, Guadalupe, Jamaica, Porto Rico e República Dominicana. Na opinião de Aline, por ser tão pequena, ela simplesmente se escondeu dos cientistas. Uma espécie bem parecida com ela - a Gymnosiphon divaricatus - também é encontrada no mesmo local e em outros lugares próximos. Como são muito semelhantes, pode ter passado despercebido que seria uma outra espécie e, por isso, não foi registrada anteriormente, justifica Aline, que faz mestrado em Biologia Vegetal na UFPE. Marccus Alves lembra que as saprófitas - plantas sem clorofila e que se alimentam com a ajuda de fungos que vivem em simbiose nas suas raízes - normalmente não têm denominação popular. Geralmente as pessoas costumam dar nome às plantas que têm algum uso, seja para aproveitamento da madeira ou pelas propriedades medicinais e ainda quando são venenosas, como uma forma de se proteger, diz o professor do Departamento de Botânica da UFPE. A espécie com registro exclusivo para o México, a Lacandonia schismatica, é menor. Atinge seis centímetros e tem cor parda. Foi coletada pela equipe da UFPE na Reserva Biológica de Guaribas, em Mamanguape, na Paraíba. Além disso, sua flor possui a parte masculina rodeada pela parte feminina, um caso raro no reino das plantas. BONITO No levantamento desse tipo de planta na Fazenda Pedra D Anta, propriedade particular na Serra do Urubu, em Lagoa dos Gatos, no Agreste pernambucano, a 136 quilômetros do Recife, os pesquisadores encontraram, ainda, outra raridade. A Campylosiphon purpurascens não era vista havia 40 anos. O último registro ocorreu em 19...

Comentarios (1)Add Comment
...
escrito por Paulo Santos, abril 05, 2011
Essas pessoas são realmente estudiosas desse grupo? Seria interessante que consultassem os especialistas da família botânica em questão. Até onde sei, esse professor trabalha com mais com inventários e é especialista de apenas um gênero de uma família (é isso que diz o Lattes).´O nordeste é carente de estudos, mas é preciso que estes sejam feito com mais responsabilidade.
report abuse
vote down
vote up
Votes: +1

Escreva seu Comentario
quote
bold
italicize
underline
strike
url
image
quote
quote
smile
wink
laugh
grin
angry
sad
shocked
cool
tongue
kiss
cry
smaller | bigger

busy

Curta nossa página no Facebook