Tartaruga marinha encalha em Boa Viagem

Publicado em 29.03.2011, no Jornal do Commercio. Fotos: Guga Matos/JC Imagem, em 28.03.2011. Abaixo, vídeo mostra a professora da UFRPE Rosilda Santos medindo e pesando o animal. Tartaruga marinha que encalhou no fim de semana na Praia de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, foi submetida ontem a exames por equipe da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Há suspeitas de que o quelônio, de espécie criticamente ameaçada de extinção, tenha ingerido lixo. Provavelmente ela tem uma obstrução no sistema digestivo que está dificultando a alimentação, opina a professora da Rosilda Santos, do Departamento de Morfologia e Fisiologia Animal da UFRPE. Banhistas levaram o animal sábado ao acampamento que a Brigada Ambiental do Recife montou na praia para proteger um ninho de tartaruga. Os guardas municipais acionaram a médica veterinária, que passou a fornecer água de coco na tentativa de reidratá-lo. Trata-se de uma fêmea, com dois quilos e 32 centímetros de comprimento de casco. Com essas dimensões, uma tartaruga tem cerca de 10 anos, calcula Rosilda. A radiografia, realizada num hospital veterinário particular da Zona Norte, não revelou corpos estranhos como anzóis. Com o exame, descartamos também a ocorrência de pneumonia. Os pulmões dela estão limpos, atesta o médico veterinário Fabiano Séllos Costa, professor de diagnóstico por imagem da UFRPE e médico do hospital, que mantém colaboração com a universidade. Caso o que a tartaruga ingeriu tenha sido material plástico como ráfia ou náilon, os raios-X não revelam, lembra. Além de radiografias, o quelônio foi submetido a análise microbiológica. A professora Norma Sobral, do Departamento de Biologia da UFRPE, coletou amostras do interior da cavidade bucal. Vamos analisar a presença de fungos e bactérias, adianta. Além de água de coco, Rosilda Santos pretende fornecer soro caseiro à tartaruga, cientificamente chamada Eretmochelys imbricata. O principal, neste momento, é reabilitá-la. Encontrada nos Oceanos Atlântico, Índico e Pacífico, principalmente próximo a recifes de coral, a tartaruga-de-pente alcança 1,14 metros de carapaça 127 quilos. Alimenta-se, quando adulta, de esponjas, anêmonas, lulas e camarões. A boca, semelhante ao bico de um falcão, não é serrilhada. A cabeça estreita permite buscar alimento nas fendas dos recifes. De acordo com o Projeto Tamar, que se dedica à pesquisa e conservação das tartarugas marinhas, a população mundial estimada dessa espécie é de 34 mil fêmeas em idade reprodutiva. tartaruga marinha

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