Militares aderem aos orgânicos

Publicado em 20.03.2011, no Jornal do Commercio. Militares de um quartel na Zona Oeste do Recife adotaram uma alimentação mais saudável, substituindo hortaliças cultivadas com agrotóxicos por verduras orgânicas. A horta, implantada há um ano, fica nas instalações da unidade do Exército, no Engenho do Meio, e serve ainda para a diversificação das atividades dos soldados. Cinco deles se revezam no plantio, adubação e colheita. Para Weverson Silva dos Santos, 20 anos, cuidar da plantação é melhor do que fazer os trabalhos de pedreiro e pintor. O serviço é menos pesado, considera. Há sete meses na caserna, para cumprir o serviço militar obrigatório, com duração de um ano, ele agora se sente preparado para fazer sua própria horta em Tamandaré, Litoral Sul de Pernambuco, onde mora. A produção ainda não foi contabilizada, mas os militares garantem que quase 100% das hortaliças consumidas no refeitório são cultivadas no quartel. No começo, o que produzíamos era apenas um complemento, agora só compramos verduras eventualmente, diz o subtenente Francisco Ribeiro, que é formado em biologia. Os itens incluem quiabo, coentro, cebolinha, pimentão, melancia, pepino, abóbora, cenoura, macaxeira, mamão e melancia. Por dia, almoçam no refeitório cerca de 600 pessoas. O rancho serve a Companhia de Guardas e o comando da 7 Região Militar, que abrange Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. As duas unidades funcionam no mesmo local. Ao lado, fica o Colégio Militar, que também recebe as hortaliças orgânicas. A agricultura orgânica, lembra Ribeiro, dispensa o uso de agrotóxicos. No lugar do adubo químico, empregamos esterco de gado e não usamos herbicidas ou inseticidas, detalha. A horta ocupa apenas 100 metros quadrados, num terreno antes coberto por capim. A plantação conta com a orientação técnica da unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) de Petrolina, Sertão. Eles ensinam a melhor forma de irrigar e a quantidade de água que cada cultura exige, detalha o soldado Evaldo Pereira da Luz, um dos responsáveis pela horta. O praça acredita que o cultivo da terra no quartel influenciou a escolha de sua profissão. Antes de ingressar no serviço militar eu era jardineiro. Agora, estou fazendo um curso de paisagismo no Senai. A experiência na horta me ajudou a confirmar que eu gosto mesmo é de trabalhar com a terra, conta. Para Ítalo Krys Macário de Assunção, que também é soldado, o melhor momento é o da colheita. É o sucesso de todo o nosso esforço. Passar 40 dias cuidando e depois levantar do chão uma abóbora dessa é muito satisfatório.

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