No Nordeste, projeto de usina contra tsunami

Publicado em 17.03.2011, no Jornal do Commercio Daniel Guedes ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ) Apesar de adotar o discurso de que a situação geológica no Japão é completamente diferente daquela encontrada no Brasil, a Eletronuclear projeta as usinas que devem ser construídas no Nordeste levando em conta um improvável tsunami no Rio São Francisco. Ao contrário do fenômeno natural ocorrido no país asiático, provocado pelo terremoto de magnitude 9, uma onda gigante no Nordeste poderia ser provocada por um rompimento da Usina Hidrelétrica de Sobradinho, instalada no trecho baiano do rio. O chefe do escritório da Eletronuclear no Nordeste, Carlos Henrique da Costa Mariz, condenou a comparação feita entre Brasil e Japão, onde está localizada a usina de Fukushima, que teve reatores danificados pelo terremoto seguido de tsunami. Não tem nada igual. Em primeiro lugar, o Brasil não é sujeito a terremotos desta magnitude. É preciso ter essa clareza para que a gente não confunda - isso é importantíssimo - o caso japonês com o caso brasileiro, reforçou, em palestra que ministrou no último dia do congresso internacional sobre energia nuclear promovido pela Universidade Nuclear Mundial (WNU, em inglês) no Recife. Mesmo assim, a empresa ligada ao Ministério de Minas e Energia cogita em seus estudos uma improvável inundação provocada pela cheia do São Francisco. A gente já fez uns cálculos iniciais para ver o tamanho da onda que chegaria e temos locais suficientes para colocar essa usina acima dessa onda, explicou Mariz. Para ele, apenas o rompimento de Sobradinho poderia gerar uma onda gigante. Através de cálculos, os técnicos da Eletronuclear vão apontar o melhor local para instalar a usina. De qualquer forma você está distante de Sobradinho 200 ou 300 quilômetros. Quando aquela onda vier, já vai estar amortizada. Esse impacto será calculado. Há modelos para isso, pontuou. Mariz afirmou que ainda não há uma decisão sobre onde ficarão as usinas nucleares, mas apresentou duas cidades durante sua palestra: Itacuruba, em Pernambuco, e Traipu, em Alagoas. A definição do local agora passa por Brasília. A decisão é política. Tem que ser do governo federal com ministérios, com o Conselho Nacional de Política Energética e tem também a Câmara dos Deputados. Os próximos passos quem tem que dizer é o governo porque a gente tem que aguardar os impactos, tem que ouvir os políticos e tem que ouvir a população, disse.

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