Plano tenta salvar mutum-do-nordeste

Publicado em 13.03.2011, no Jornal do Commercio Extinto na Mata Atlântica de Alagoas e Pernambuco, o mutum-do-nordeste conta com 121 aves em cativeiros do Sudeste. Devolver esses animais à natureza é o objetivo de estudo que identificou 19 usinas onde um programa de reintrodução da espécie - denominada Pauxi mitu pelos cientistas - pode ser implementado. O Plano de Ação para a Conservação do Mutum, como é chamado o documento, foi elaborado com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente. A equipe de especialistas que assina o trabalho, no entanto, é enfática: se a caça - uma das principais causas do desaparecimento do mutum de seu hábitat - não for coibida, não será possível realizar a soltura dos animais. Qualquer programa de reintrodução fica completamente inviabilizado diante da persistência dessa atividade criminosa no que resta de floresta em Alagoas, diz o documento, de 48 páginas e assinado por cinco pesquisadores. A população remanescente de mutum-do-nordeste vive em dois criadouros de Minas Gerais, um em Poços de Caldas e outro em Contagem. O primeiro - o Criadouro Científico e Cultural Poços de Caldas - pertence a Moacyr de Carvalho Dias e o segundo - a Fundação Crax - a Roberto Azeredo. Mesmo protegido dos caçadores, nos criadouros os mutuns enfrentam outro problema: a hibridação com outro mutum, originário da Amazônia e cientificamente denominado Pauxi tuberosa. Dos 88 indivíduos da Fundação Crax, 60% apresentam características do Pauxi mitu, enquanto que os outros 40% também trazem traços do parente amazônico. No criadouro de Poços de Caldas, cerca de 75% (33 aves) aparentam ser mutuns-do-nordeste e o restante parece hídrico. Os indivíduos híbridos, segundo o estudo, são provenientes de um criadouro do Rio de Janeiro, para onde teriam sido levados alguns dos últimos exemplares da natureza, capturados em Alagoas. Em 1999, as aves foram transferidas para Minas Gerais. Outra ameaça à espécie é o desmatamento, inicialmente para a expansão da cana-de-açúcar, e agora para a produção de lenha e carvão. Em Boca da Mata, um dos municípios alagoanos onde há registros históricos da presença do mutum, o carvão é uma das principais atividades econômicas. Segundo dados do IBGE, o lugar é principal produtor de carvão vegetal, entre os seis localizados na área de distribuição da espécie no Estado, com cerca de 6 toneladas/ano. O segundo é Coruripe, com 5 toneladas/ano e o terceiro, Pilar, com 4 toneladas/ano. O levantamento que identificou as 19 usinas foi realizado pelo Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan), com sede em Pernambuco. Integram a lista Cachoeira, Caeté, Coruripe, Porto Rico, Serra Grande, Sinimbu, Sumaúma, Triunfo e Utinga Leão. A ornitóloga Sônia Roda, que integrou a equipe do Cepan e é uma das autoras do plano de ação para a conservação do mutum-do-nordeste, informa que apenas a Serra Grande se situa fora da área de registro da ave. O comitê p...

Comentarios (1)Add Comment
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escrito por M@rlis@, maio 19, 2011
smilies/grin.gif adoreeeiiii!!! bem criativo,muito divertido,e acha-se o que quiser sobre o mutum-do-nordeste neste site,gostei mesmo,continue assim!
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