Uso de cativeiro é estratégia de conservação

Publicado no Jornal do Commercio em 11.04.2010 Manter grupos de macaco-prego-galego em cativeiro é uma estratégia de conservação da espécie adotada pelo Centro de Proteção de Primatas Brasileiros (CPB). A população existente na natureza é reduzida e fragmentada. Se por acaso se extinguir, teremos como salvá-la, se mantivermos grupos reproduzindo em zoológicos, avalia o chefe do centro, Leandro Jerusalinsky. O CPB tem relatos da presença da espécie em 26 localidades de Alagoas ao Rio Grande do Norte, mas só registrou o animal em Pernambuco (6 locais), Paraíba (5) e Rio Grande do Norte (1). O mapeamento realizado pelo centro mostra que grupos de 2 a 50 indivíduos da espécie vivem em ilhas de mata atlântica cercadas de canavial. Isso traz problemas de consanguinidade, o que os torna mais vulneráveis a doenças. Se, por um lado, o canavial significou a redução do habitat do macaco de pelos claros e compridos, denominado de caitaia pelos artistas que o retrataram durante a ocupação holandesa, no século 17, por outro provocou alterações na sua dieta. O Cebus flavius, que é onívoro, se alimenta também de cana, diz o biólogo do Parque Dois Irmãos, onde está o zoo do Recife, Leonardo de Oliveira Melo. Por isso, a planta é uma das que ambientam o recinto, de 40 metros quadrados, destinado aos macacos. Equipe das Universidades Federal e Federal Rural de Pernambuco está sendo formada para pesquisar o comportamento do grupo. Ela é quase um bebê. Vocaliza como se chamasse a mãe, observa a coordenadora, a primatóloga da UFRPE Maria Adélia Oliveira.

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