Zoológico tenta reprodução de macaco-galego

Publicado no Jornal do Commercio, em 11.04.2010 O recinto do zoológico do Recife que há 12 dias abriga um casal de macaco-prego-galego, primata mais ameaçado de extinção no Nordeste, receberá outros quatro animais. A decisão é do Centro de Proteção de Primatas Brasileiros (CPB), que tentará estabelecer no local uma colônia reprodutiva da espécie, restrita à mata atlântica da Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Os macacos serão transferidos do Centro de Triagens de Animais Silvestres do Ibama da Paraíba, em Cabedelo, onde vivem nove exemplares de Cebus flavius, como é chamado o prego-galego no meio científico. São bichos apreendidos pelo instituto ou entregues espontaneamente por criadores. O grupo do zoo será acrescido de três machos e uma fêmea, todos adultos. A transferência, segundo o coordenador do Cetas da Paraíba, o médico veterinário Paulo Carniel Wagner, ocorrerá ainda este semestre. Nas próximas semanas será transportado um casal e em junho, mais dois machos. O casal do Recife é, na verdade, formado por dois filhotes, ainda longe de atingir a idade reprodutiva. Ambos têm cerca de um ano. O macho, com 1,7 quilo, foi encontrado no dia 19 de novembro às margens de uma estrada em Igarassu, no Grande Recife. Resgatado por guardas ambientais da Polícia Militar e levado para o Cetas do Ibama de Pernambuco, em Casa Forte, Zona Norte do Recife, encontra-se no zoo desde o início do ano. A fêmea, um pouco menor, nasceu no Cetas do Ibama da Paraíba, no dia 14 de maio do ano passado. Chegou ao zoo do Recife no dia 26 de março. Os dois estavam na quarentena, numa área reservada do público, e só na terça-feira, dia 30 de março, passaram para a ala dos primatas. São sete recintos com espécies brasileiras. Em cinco deles vivem grupos de três tipos de macaco-aranha, restrito à Amazônia. O penúltimo é reservado aos macacos-pregos. Nordestinos da caatinga e do Cerrado, são como primos dos galegos: pertencem ao mesmo gênero - Cebus -, mas se constituem numa espécie distinta. O casal de Cebus flavius está no último recinto. Fêmeas da espécie atingem a maturidade sexual com quatro a cinco anos e machos com sete, aproximadamente, explica o biólogo do zoo Leonardo César de Oliveira Melo. Afora tamanho e peso, machos e fêmeas da espécie não apresentam diferenças morfológicas. O zoo do Recife é o quinto local que o Ibama e o CPB, com sede em João Pessoa e vinculado ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), elegem como integrante do projeto de reprodução da espécie. O primeiro foi o zoo de São Paulo, que em 2006 recebeu dois casais de Cebus flavius. Em janeiro de 2008 nasceu Maria, a primeira cria de cativeiro. O zoo de Salvador também tem um casal. O de Teresina e o de João Pessoa desde o ano passado contam, cada um, com quatro animais. Mesmo tendo conseguido um filhote, o Cetas do Ibama da Paraíba não é considerado uma colônia reprodutiva da espécie. É um local de reabilitação, onde os animais ficam transitoriamente, justific...

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