Descoberto no Peru camarão fossilizado de 85 milhões de anos

LIMA - Um grupo de cientistas descobriu, na bacia do rio Maranhão, na Amazônia nordeste peruana, vestígios de um camarão (crustáceo decápode) fossilizado do período Cretáceo, que remonta a 85 milhões de anos, disse um dos especialistas nesta quinta-feira, 10. Esta descoberta é notável porque o fóssil encontrado ainda mostra os músculos intactos, disse à AFP o paleontólogo Klaus Honninger, da cidade de Chiclayo (norte). Honninger, diretor do museu Paleontológico Meyer-Honninger, disse que o extraordinário estado de fossilização do camarão deve-se a que, no momento de sua morte, o nível de oxigênio de seu hábitat deve ter diminuído consideravelmente. A espécie é raríssima porque mede 12 centímetros e tem quatro patas, explicou o estudioso. A descoberta, confirmada por cientistas do Instituto de Pré-história da Alemanha, foi realizada em 21 de janeiro na bacia do rio Maranhão, na região do Amazonas, a 3.700 metros de altitude. Em janeiro passado, os cientistas anunciaram a descoberta, na mesma região, dos restos de uma lula fossilizada (cefalópode), também do período Cretáceo. No local antigamente se formou uma espécie de lagoa salgada que fez com que estes animais evoluíssem independentemente, disse Honninger, ao destacar que a descoberta do camarão permite entender melhor o processo evolutivo das espécies que habitaram os mares da América do Sul durante o Cretáceo. O Museu Paleontológico Meyer-Honninger tem várias coleções de fósseis animais e vegetais que serão exibidas em 2011 em um parque temático da cidade de Chiclayo (norte). Texto e fotos: Agência France Presse.

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