Em repúdio ao continuísmo na CPRH e na área ambiental do Estado de Pernambuco

Marcos Pereira * Em princípio queríamos ajustar uma agenda de entrega de documentos e conversas com o Governo através da nova Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade. Tínhamos alguns planos, expectativas etc. Formulamos propostas, diagnósticos e definimos várias atividades, num clima positivo, entusiasmado e receptivo ao diálogo que se iniciou com o anúncio de criação da SEMAS-PE. Ocorre que enquanto estamos reunidos no Seminário, cerca de 50 pessoas representando 26 grupos de ambientalistas, neste mesmo dia 08.02.2011, em condições precárias na Associação de Moradores do Entra Apulso, em Boa Viagem, lemos as nomeações no DOE-PE para CPRH,SEMAS, HORTO, situação de Fernando de Noronha etc, sinalizando por parte do Governo que tudo continuará como dantes no quartel de real de Abrantes no que respeita ao diálogo e à instauração de um novo processo de relações com o meio ambiente, os ambientalistas e os recursos naturais do Estado. Sabemos quem são e quais são os compromissos das pessoas nomeadas. Não têm credibilidade para estabelecer novas bases de diálogo com o movimento ambientalista. Se comunicam através da propaganda institucional. Sérgio Xavier é um parceiro sério e digno de respeito, confiança e admiração. Sua trajetória e engajamento nas questões ambientais não são fenômeno recentes, de ambientalistas de ocasião e negócios. Mas a lógica predominante por parte do governo é de que tudo se resume a cargos, status e alguns dinheiros, visando à preservação do monopólio do poder por parte do mesmo e dos seus súditos. Não vamos constituir álibi nem endossar a atual insustentabilidade ambiental do Governo. Eduardo Campos precisa respeitar o planejamento, a visão e os projetos do Secretário de Meio Ambiente que ele convidou, aceitando seus pontos e princípios programáticos. Propagandas pagas com dinheiro público e discursos desprovidos de ações e demonstrações concretas de mudanças não vão enganar o povo nem os ambientalistas, não vão tapar o sol com a peneira e não vão esconder os crimes ambientais e destruição de florestas, praticados no ano das Florestas e da Campanha da Fraternidade pelo Meio Ambiente, promovidos pela ONU e pela Igreja Católica. O governo deve arranjar outro lugar para seus amigos, se quiser que a parte organizada do movimento ambientalista no Estado participe do diálogo progressivo, propositivo e construtivo. Senão, é seu o direito e o risco continuar praticando de forma unilateral a visão e seu modelo voltado exclusivamente para os interesses dos empresários. Do mesmo modo e na mesma proporção, é direito dos movimentos e ambientalistas organizados praticar suas campanhas de esclarecimentos, denúncias judiciais, manifestações e ações e resistência contra a arrogância e ao leilão do patrimônio natural do povo de Pernambuco. No mais, precisamos primeiro estabelecer alguma linha e alguma ordem no caos do porto ambiental. Nossa manifestação inicial de interesse e expectativa com a criação da SEMAS será reavaliada, ant...

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