Fernando de Noronha terá ingresso mais caro do País

Publicado em 02.02.2011, no Jornal do Commercio. O Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, a 540 quilômetros do Recife, terá o valor do ingresso mais caro do Brasil, entre as unidades de conservação federais. Conforme portaria publicada no Diário Oficial da União, o acesso ao parque, que compreende 70% da área da ilha, custará R$ 65. O dinheiro arrecadado, defende o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, será empregado em melhorias no local, como a construção de mirantes e trilhas suspensas, novas escadarias, recuperação de estradas de acesso e a instalação de uma exposição permanente avaliada em R$ 700 mil no Centro de Visitantes. O ICMBio, ligado ao Ministério do Meio Ambiente, destaca ainda a validade do ingresso, estipulada em dez dias. O valor diário, caso o visitante permaneça todo esse tempo na ilha, será de R$ 6, justifica Sergio Colaço, da coordenação de Visitação do ICMBio. A portaria, publicada dia 30 de dezembro, estabelece prazo de seis meses para o início da cobrança. A empresa Cataratas do Iguaçu S.A., escolhida por meio de licitação, ficará responsável pela bilheteria. O contrato com prevê que 15% da arrecadação com ingresso sejam repassados ao ICMBio, por meio do orçamento geral da União. O restante será investido no parque. Nos dois primeiros anos, o concessionário terá que investir R$ 7,5 milhões em Noronha. Além de pagar o ingresso ao parque, o visitante também tem que desembolsar a taxa de preservação, cobrada pelo governo do Estado. O valor diário é R$ 40,40 e aumenta exponencialmente a partir do terceiro dia. Quem planeja passar dez dias, por exemplo, desembolsará R$ 329,26. Não pagam a taxa moradores, funcionários a serviço e parentes de primeiro grau dos residentes na ilha. Os mesmos critérios serão adotados para a isenção do acesso ao parque nacional, conforme a portaria publicada no DO. O governo do Estado calcula em R$ 10 milhões a arrecadação anual e diz que a verba é destinada à limpeza urbana, transporte de suprimentos de navio, hospedagem, alimentação e transporte aéreo dos funcionários em trânsito na ilha. O total de visitantes em 2009, segundo dados da administração do distrito estadual, foi de 60.673 pessoas. O cálculo não inclui os passageiros dos transatlânticos em cruzeiro à ilha. Esses navios, que permanecem um dia e meio na ilha, transportam em média 600 pessoas. A ilha possui 3 mil moradores, a maioria trabalhando no serviço público e com turismo. O parque, criado em 1988, tem 112 quilômetros quadrados, dos quais 17 quilômetros quadrados estão em terra firme e o restante no mar. O trecho que não está no parque faz parte da área de proteção ambiental (APA), outra unidade de conservação federal. Abaixo, infográfico da Editoria de Arte do Jornal do Commercio. Clique em MENU e VIEW FULLSCREEN para visualizar tela inteira e ESQ para retornar. Jc cid cma01

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