O que o governo vai fazer com esses veteranos do campo?

José Amaro dos Santos, 61 anos Eu já me acostumei no meu cantinho. Nasci e me criei no mato, ouvindo os passarinhos cantar. Não me dou com zoada, não gosto de morar na rua (na cidade). Minha vida é no sítio. Só sei cuidar da roça. Suape tem emprego pra todo mundo, menos pra mim que já caí na idade. José Manoel dos Santos, 79 anos Foi com o meu suor e dos meus sete filhos que edifiquei isso aqui. O que Suape quer me oferecer não dá pra fazer nem uma cocheira de cavalo. Sei que quem comanda as coisas é a Nação. Quem sou eu pra dizer que não entrego as terras? Mas quero que paguem o que eu tenho. José Francisco de Oliveira, 71 anos Pra onde eu vou quando sair daqui só Deus sabe. Nós somos ameaçados, tratados como fosteiros (forasteiros) nas terras de Suape. Não nos respeitam. Não temos direito de fazer uma reforma na nossa casa, se estiver caindo, nem de construir um lugar pra nossos filhos e netos. Luiz Abílio da Silva, 80 anos Tão dizendo que vai passar uma linha de trem aqui no meu sítio e que eu não posso mais ficar. Mas 17 pessoas da minha família vivem aqui comigo. São filhos e netos morando em sete casas. Já fomos abordados por guardas de Suape com armas, mas a Justiça disse que não era pra eles mexerem com a gente.

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