Denúncia de irregularidades em triagem no Ibama

Publicado em 29.01.2011, no Jornal do Commercio. Após ter o roubo de um papagaio apurado pela polícia, o Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama voltou, ontem, a ser investigado. Organização não governamental protocolou, à tarde, denúncia no Ministério Público Federal contra esse setor do instituto, em Casa Forte, Zona Norte do Recife. As acusações são de superlotação, funcionamento irregular e falta de segurança. O presidente da Associação de Defesa do Meio Ambiente de Pernambuco (Ademape), que fez a representação, alega que os animais se encontram em jaulas inapropriadas e superlotadas. Os espaços são inadequados à quantidade e tamanho dos animais e a conservação dos recintos é péssima, diz Manuel Tabosa Júnior. Para o ambientalista, as condições precárias do Cetas caracterizam maus-tratos aos bichos, a maioria resultante de apreensões feitas pelo Ibama, Polícia Militar e brigadas ambientais dos municípios. Segundo Tabosa, há uma infestação de ratos no local. Os roedores acabam comendo os alimentos destinados aos animais silvestres. São tantos ratos que, à noite, entram nos prédios e comércios vizinhos. A superintendente do instituto em Pernambuco, Ana Paula Pontes, nega as acusações. O Cetas tem capacidade para 250 animais e, no momento, comporta apenas 150. Portanto, não há superlotação. Segundo ela, são escalados para o setor dois biólogos, um veterinário, dois tratadores, dois serventes e três estagiários. Ana Paula reconhece que a localização, em área urbana, é inadequada. Temos um projeto para transferir o Cetas. A Chesf deve destinar R$ 4 milhões, provenientes da compensação ambiental da construção da barragem de Sobradinho, para a construção das novas instalações. Só falta encontrar um local. Estamos negociando um terreno com a UFRPE e com a Prefeitura do Recife e, ainda este ano, a obra deverá ser iniciada, adianta. Segundo ela, houve aumento, em 2010, da quantidade de animais apreendidos. Quando o Cetas foi construído, só o Ibama recolhia os animais. Agora as brigadas e polícias ambientais também fazem esse trabalho. Além disso, passamos a dispor do mecanismo de entrega voluntária. Pela lei, as pessoas que levam espontaneamente os bichos para o instituo não podem ser punidas. Tudo isso levou a essa situação Sobre o papagaio, roubado no dia 22 por um operário de empresa contratada para uma a reforma no prédio do Ibama, Ana Paula diz que o instituto tinha feito um boletim de ocorrência. A ave, repassada pelo operário a um taxista, foi recuperada pela equipe da Delegacia de Casa Amarela, a partir do depoimento do operário. À polícia, o acusado confirmou que tinha tirado outros bichos do Cetas, mas Ana Paula garante que não houve roubos anteriores. O Ministério Público Federal confirmou o recebimento da denúncia da Ademape. E informou, por meio da assessoria de imprensa, que está decidindo se a apuração será feita por um Procurador da República da área cível ou da criminal. Abaixo, veja na íntegra documen...

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