Investimento depende da licença ambiental

Publicado em 15.01.2011, no Jornal do Commercio. Texto de Adriana Guarda ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ) O Estaleiro Promar S.A vai bater estaca e marcar o início da construção do empreendimento em abril deste ano, caso o processo de licenciamento ambiental seja concluído até o final de março. Com investimento de US$ 104 milhões (antes havia sido anunciado um valor de R$ 300 milhões), a unidade será erguida no chamado Polo Naval de Suape, ao lado do Atlântico Sul (EAS). Atualmente, 20 empreiteiras participam da disputa para construir o estaleiro. Neste começo de ano os empreendedores também vão intensificar as discussões sobre a qualificação de mão de obra. O diretor de Novos Negócios do Promar, Dail Cardoso, diz que devem ser gerados mil empregos na fase de construção. Estamos em fase de seleção das empresas, com 20 construtoras disputando seis pacotes de obras. Com 17 meses após o começo da construção, esperamos iniciar a montagem do primeiro navio, afirma o executivo, apostando que o corte das chapas de aço deve acontecer em agosto de 2012. Por enquanto, o Promar conta com uma encomenda de US$ 536 milhões em carteira. Esse primeiro pacote é para construir oito navios de transporte de gás para a Transpetro (subsidiária de logística da Petrobras). A previsão é que a embarcação número 1 seja lançada ao mar até o final de 2013. O estaleiro também disputa a licitação para construção de outros oito navios de transporte de derivados de petróleo, dentro do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef). A estatal deu prazo até 23 de fevereiro para a entrega das propostas. Bem menor que o Atlântico Sul, o Promar vai focar sua produção em navios de médio porte e barcos de apoio para a exploração de petróleo. Só para a exploração do pré-sal a Petrobras vai encomendar 146 barcos de apoio até 2014, lembra Cardoso. O empreendimento vai se instalar numa área de 80 hectares na Ilha de Tatuoca. A unidade terá capacidade para processar 20 mil toneladas de aço por ano, o que equivale a montar três navios por ano. Diferente do EAS não vamos escavar um dique seco. Nosso dique será flutuante, com uma área de edificação com 300 metros e pórticos de 150 toneladas, detalha o executivo. MÃO DE OBRA O Promar quer iniciar o planejamento de qualificação de mão de obra ainda este ano. A proposta é seguir os moldes adotados pelo Atlântico Sul, mas em menor proporção. Quando estiver operando, o estaleiro vai gerar 1.500 empregos diretos para soldadores, montadores, eletricistas, projetistas, engenheiros e profissionais da área naval de maneira geral. Nossa perspectiva é capacitar 70% dos funcionários e contratar os demais 30% já com experiência de mercado, adianta Cardoso, lembrando que está negociando com as prefeituras dos municípios do entorno de Suape para captar trabalhadores na região, assim como fez o EAS, que desenvolveu um programa de contratação nas cidades de Ipojuca, Cabo de Santo Agostinho, Moreno, Escada e Jaboatão dos Guararapes. O executivo diz que o...

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