Rebio do Saltinho elabora plano de controle de espécies exóticas invasoras

Da assessoria de imprensa do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade A Reserva Biológica (Rebio) de Saltinho, em Pernambuco, acaba de concluir o seu Plano de Controle de Espécies Vegetais Exóticas Invasoras. Por ter sido no passado uma Estação Florestal Experimental, a Unidade de Conservação (UC) registra a presença de mais de vinte espécies exóticas. No entanto, só são consideradas invasoras as espécies exóticas que estão se reproduzindo e expandindo sua área de ocupação, em detrimento de espécies nativas. Estão nesse caso o dendezeiro (Elaeis guineensis), o jambo rosa (Syzygium malaccense) e a jaqueira (Artocarpus heterophyllus), entre outras. Gramíneas como o bambu (Bambusa sp.), o capim-colonião (Panicum maximum) e a braquiária (Urochloa decumbens) também levam à perda da biodiversidade nativa em algumas áreas da reserva. As espécies exóticas cuja população tem permanecido estável, entretanto, também preocupam, na medida em que o seu potencial invasor pode ser desencadeado a partir de alguma mudança, não raro imponderável, nas condições ambientais locais, e, também, por ocuparem o espaço das nativas em uma unidade já tão pequena e isolada, disse o chefe da Rebio, Walter Cabral de Moura. Espécies exóticas invasoras são a segunda maior causa de perda de biodiversidade no mundo, logo depois de perda de habitats, levando a Convenção Internacional sobre a Diversidade Biológica (CDB) a estabelecer que as Partes signatárias devem impedir que se introduzam e controlar ou erradicar espécies exóticas que ameacem os ecossistemas, habitats e espécies. A Rebio Saltinho, por ser uma unidade pequena, apresenta-se ainda mais suscetível e vulnerável à invasão por espécies exóticas. Por outro lado, e pela mesma razão, as ações de controle e erradicação têm maior chance de êxito, com menor custo. O Plano de Controle foi elaborado por Michele Dechoum, do Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental, com apoio do Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan), da Associação para a Proteção da Mata Atlântica do Nordeste (Amane) e da Conservação Internacional do Brasil (CI). A UC deu suporte logístico. O resultado do trabalho já foi apresentado ao Conselho Consultivo da Rebio. No momento, a equipe técnica de Saltinho finaliza alguns detalhes do projeto de execução, a ser submetido à Diretoria de Conservação da Biodiversidade do ICMBio, com o apoio da Coordenação Regional 6, que tem jurisdição sobre a região.

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