Plano que tenta salvar macaco recebe verbas

Publicado em 27.11.2010, no Jornal do Commercio Projeto de reprodução em cativeiro do macaco-prego-galego, restrito ao Nordeste e na lista das 25 espécies de primatas mais ameaçados de extinção do mundo, teve financiamento aprovado anteontem, pelo Fundo Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (Fema). O trabalho será feito durante um ano, no Zoológico do Recife, por equipe do zoo e das Universidades Federal (UFPE) e Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). O zoo abriga quatro indivíduos da espécie, cientificamente chamada Cebus flavius. São um casal adulto e um jovem, todos dividindo o mesmo recinto. Trata-se, explicam os pesquisadores que conduzirão o projeto, de uma colônia reprodutiva. Eles formam uma unidade familiar. Ainda não exibem comportamento reprodutivo, mas esperamos que em breve isso aconteça, explica o biólogo do zoológico Leonardo de Oliveira Melo. O projeto receberá R$ 120 mil do Fema, alimentado com recursos do orçamento do Estado e também da arrecadação da Agência Pernambucana de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH). A intenção da equipe, formada ainda pelos pesquisadores Maria Adélia Oliveira (UFRPE) e Valdir Luna da Silva (UFPE), é empregar os recursos não só em pesquisa, mas desenvolver um trabalho de educação ambiental. Nossa meta é implantar uma colônia reprodutiva com capacidade para manutenção de 20 reprodutores e seus filhotes, diz Leonardo. Os animais chegaram este ano ao zoo e são fruto de apreensões do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. O local é o quinto que o Ibama e o Centro de Proteção de Primatas Brasileiros (CPB), com sede em João Pessoa e vinculado ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), elegem como integrante do projeto de reprodução da espécie. O primeiro foi o zoo de São Paulo, que em 2006 recebeu dois casais. Em janeiro de 2008, nasceu Maria, a primeira cria de cativeiro. O zoo de Salvador (BA) também tem um casal. O de Teresina (PI) e o de João Pessoa (PB), desde o ano passado, contam, cada um, com quatro animais. Além de frutas e ovos cozidos, os macacos-galegos do zoo receberão presas vivas como insetos, vermes e roedores obtidos no biotério do lugar. O recinto é ambientado com cordas grossas para que se pendurem, como na natureza. A lista dos 25 mais ameaçados que inclui o Cebus flavius foi publicada mês passado pelo Grupo Especialista em Primatas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

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