Pesquisadores saem em defesa de sítio geológico

Publicado em 10.11.2010, no Jornal do Commercio. Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem (13-02-2002) Há três anos considerado sítio geológico, o cordão de pedras que margeia a costa do Recife teve o registro aceito, mês passado, pela Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleológicos (Sigep). No artigo, os pesquisadores alertam para a preservação do trecho de Brasília Teimosa, onde o governo do Estado iniciou obra turística. Esse projeto envolve a construção de um píer, espaços de contemplação, ciclovia, pista de Cooper, quiosques, posto policial, sanitários, vias de circulação viária e de pedestres, além de um estacionamento para 50 carros. Tudo isso será construído em cima do arenito de praia, o que significa que não sobrará nada exposto do cartão-postal da cidade do Recife, diz o artigo, que tem como primeiro autor a professora do Departamento de Geologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Alcina Barreto. A secretária-executiva do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur II), Juliana Souza Leão, garante que não há risco dos arrecifes serem cobertos. A obra está sendo executada em cima do que já existe lá. Não vamos avançar sobre as áreas naturais, adianta. O serviço, iniciado em julho e com previsão de 10 meses, está orçado em R$ 7,8 milhões. Os geólogos também pedem a sinalização das rochas, para efetivar o sítio geológico. Para Juliana, a informação de que o local tem interesse geológico, além de histórico, é novidade. Nada impede que esses dados se somem aos que temos conhecimento. Ou seja, incluir na sinalização isso é viável, adianta. A proposta de inclusão dos arenitos de praia recifenses na seleta lista partiu de um grupo de pesquisadores e foi aceita pela Sigep em julho de 2007. De acordo com Alcina, a escolha se deveu à importância geológica, geoturística e pedagógica dos arrecifes. A linha de praia, diz ela, não só definiu a localização do porto como deu origem ao nome da cidade. A palavra Recife vem do árabe, ar-racif, que significa calçada ou caminho do mar. A idade estimada do arenito, no trecho do Buraco da Velha, é de 7.310 anos, podendo ter uma variação de 105 anos para mais ou para menos, tendo como referência o ano de 1950 (utilizado nas datações feitas pela técnica do carbono 14). Em Boa Viagem, na área próxima ao Edifício Acaiaca, a idade do arenito foi calculada em 5.430, com variação de 40 anos. Os portugueses usaram os arrecifes porque era a única rocha disponível na época, comenta Alcina Barreto. Vestígios podem ser vistos em paredes do Paço Alfândega, no Bairro do Recife, e na escada da Basílica de Nossa Senhora do Carmo, em Santo Antônio. Os estudiosos recomendam a implantação de um geoparque, com painéis explicativos (texto e imagens) sobre a formação da linha de praia. É uma maneira de contarmos nossa história, divulgando a evolução geológica da região. Abaixo, veja o artigo. Clique em FULL para visualizar a tela inteira e ESC para retornar. Sitio040

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