Projeto investirá na capacitação de jangadeiros

Publicado em 7.11.2010, no Jornal do Commercio Os passeios direcionados ao cavalo-marinho no estuário do Rio Maracaípe envolvem, por ano, 85 mil turistas. A estimativa é do engenheiro de pesca Glauber Carvalho, do Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep), que teve projeto de educação voltado para os jangadeiros do local aprovado recentemente pela Petrobras. Atuam na área 38 jangadas. Cada uma conduz seis pessoas e faz dois passeios por dia. Isso dá, em média, um fluxo de 456 visitantes diariamente, detalha. O passeio é feito de jangada, mas trafegam no local lanchas e jet-skis. O objetivo de Glauber, que receberá do programa Petrobras Ambiental R$ 2 milhões, em dois anos, é capacitar os jangadeiros para mostrar não apenas os peixes, mas também outras atrações do mangue, como aratus e caranguejos. Os turistas querem saber mais sobre o manguezal, mas nem todos os jangadeiros têm condições de responder as perguntas. Vamos prepará-los melhor, adianta. O projeto prevê ainda a instalação de um centro de visitantes com lojinha e sala para a exibição de vídeos sobre cavalos-marinhos. O estuário do Rio Maracaípe enfrenta problemas relacionados à supressão de áreas de mangue, disposição inadequada de resíduos sólidos, deficiência no saneamento básico e ocupação irregular, destaca. O passeio focado no cavalo-marinho, segundo o pesquisador, é a principal fonte de renda de 50 famílias de pescadores que compõem a Associação de Jangadeiros do Pontal de Maracaípe. Glauber pretende promover cursos, confeccionar cartilhas temáticas e realizar oficinas para 2.300 pessoas da comunidade. Também serão monitorados e estimados os impactos ocasionados pela poluição do estuário ao cavalo-marinho através do monitoramento da qualidade da água e do sedimento do Rio Maracaípe, adianta. Estão previstas ainda a adoção de padronização dos jangadeiros e das embarcações, elaboração de vídeo educativo, além de publicações científicas e palestras. O coordenador enfatiza que o projeto será executado mediante articulação em rede com outras instituições, incluindo a Prefeitura de Ipojuca, ONGS, entidades públicas e privadas de pesquisa e financiamento, visando à continuidade das ações e à sustentabilidade financeira do projeto. Abaixo veja relatório de curso de capacitação feito pelo Projeto Hippocampus, no ano passado.

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