Socióloga recebe aval para manter papagaio em casa

SÃO PAULO - O papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva) é uma ave comum no Brasil. Soró, morador de Moema, zona sul de São Paulo, faz parte dessa espécie, mas nada tem de comum. Portador de epilepsia, doença rara para um papagaio, Soró tornou-se alvo de uma disputa judicial entre a socióloga Tânia de Oliveira, 63, e o Ibama de São Paulo. Em caráter liminar, a Justiça Federal deu razão à mulher neste mês. A decisão definitiva, porém, ainda não tem data definida. O Ibama determinou a entrega da ave porque, segundo ele, as normas brasileiras não permitem mais a criação dessa espécie em cativeiro. O problema é que Soró vive com os Oliveira há 26 anos. Tânia o herdou em 1997 e, desde então, passou tratar a ave como membro da família. Chega a ser levado em viagens pela socióloga. A possibilidade de entregar a ave tornou-se impensável para a família Oliveira porque no documento do Ibama, segundo os advogados, está escrito que o papagaio Soró deve ser entregue para ser sacrificado, se doente, ou entregue à natureza, sendo sadio. Seria um desastre, disse o advogado Mauro Russo. Por Rogério Pagnan (Folhapress).

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