Mais poluição na Imbiribeira

Não são apenas moradores da Imbiribeira que reclamam da poluição provocada por uma fábrica de argamassa. O funcionário da concessionária Toyolex, Marcelo de H. C. Ferreira, envia as fotos acima. São carros cobertos pela poeira da indústria. É importante saber que a empresa Solos Santinni continua poluindo absurdamente o meio ambiente, prejudicando a atividade e saúde da vizinhança. Nossa empresa tem vários funcionários que já tiraram licença médica em função da poluição. Nós já acionamos o CPRH por diversas vezes e ninguém toma providências. É lamentável, diz Marcelo. Abaixo, matéria publicada em 2 de outubro de 2010, no Jornal do Commercio. Moradores da Rua João Fontes, na Imbiribeira, Zona Sul do Recife, reclamam da poeira de uma fábrica de argamassada no bairro. A Solossantini chegou a ser fechada pela Agência Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH) há quase dois anos, mas voltou a funcionar. Os móveis estão sempre sujos, diz a dona de casa Ana Carolina Nascimento, 31 anos, há três anos vivendo no lugar. Ela relata que, pela manhã, diariamente a fábrica libera uma fuligem preta pelos bueiros. Dá muito trabalho limpar, mas doente aqui ninguém nunca ficou, esclarece. Na casa de Marluce Muniz Cirne a poeira também incomoda. A gente tem que limpar o tempo todo, relata. A filha dela, Érika Fernanda Muniz da Silva, 11, se queixa de asma. Ela sempre é internada, mas acho que a poeira não vem da fábrica, mas da rua. Passa muito carro aqui, informa. A vizinha de Marluce, Zélia Martins, diz que em casa as pessoas costumam ficar com o nariz entupido por conta do pó. Em novembro de 2008, a CPRH chegou a fechar a fábrica. A CPRH interditou a fábrica no dia 15 de novembro de 2008. À época, alegou o lançamento de partículas de cimento acima do permitido. A fábrica voltou a funcionar em seguida. Dois dias antes do fechamento, as atividades tinham sido parcialmente paralisadas. Como a empresa não cumpriu a determinação, a CPRH voltou ao local. Funcionários da fábrica impediram o acesso da equipe, que retornou à tarde, escoltada por policias militares e uma equipe da delegacia de meio ambiente, ligada à Polícia Civil. A empresa não quis se pronunciar sobre a poluição atmosférica. NASSAU Essa não é a primeira vez que os moradores da Imbiribeira enfrentam problema com a poluição atmosférica causada pela indústria de cimento. Em outubro de 2006, a usina de concreto Nassau-Mix foi multada em R$ 25 mil pela CPRH. As causas também foram emissão de partículas na atmosfera acima do permitido.

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