Noite astronômica aberta ao público

Noite astronômica aberta ao público dá início, nesta segunda, à programação de simpósio sobre o naturalista Jorge Marcgrave, que integrou a equipe do governo holandês no Brasil, no século 17. Será no Forte do Brum, no Bairro do Recife, área central, a partir das 19h. A programação inclui o lançamento do livro Observatório no telhado, de Oscar Matsuura, sobre os feitos astronômicos de Jorge Marcgrave na capital pernambucana, a exemplo do registro de eclipses solares e lunares. A organização promete entregar um CD com o conteúdo do livro, que será lançado em breve pela Cepe, a todos os que comparecerem. As palestras do Simpósio Internacional de Ciência e Tecnologia Georg Marcgrave - 400 anos, a ciência unido velho e novo mundos, ocorrerão na Fundação Joaquim Nabuco, em Casa Forte, de terça a sexta-feira. O evento comemora os 400 anos de nascimento do cientista alemão. Astrônomo, naturalista e cartógrafo, Marcgrave (1610-1644) descreveu espécies, registrou eclipses e mapeou o Nordeste durante a ocupação holandesa no Brasil, no século 17. A entrada é franca, mas é preciso se inscrever pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . Mais informações pelo telefone 3421-2173 ou no site http://marcgrave400anos.org.br/. Na avaliação de Oscar Matsuura, Marcgrave foi o primeiro a fazer observação sistemática, com luneta, no Hemisfério Sul. Isso seguindo o método da ciência moderna, diz o professor aposentado do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, hoje vinculado ao Grupo de Histórica da Ciência da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Marcgrave registrou eventos astronômicos de 1638 e 1643, em 57 folhas equivalentes hoje às do tamanho A4. As observações eram feitas da torre de um casarão do Centro do Recife, no local onde hoje funciona a lanchonte Cristal, na esquina das Ruas 1 de Março e do Imperador, no bairro de Santo Antônio, e de um palácio construído por Nassau onde atualmente se encontra a sede do governo de Pernambuco, na Praça da República. Na época, era chamado de Palácio de Friburgo. Marcgrave acompanhou, com uma luneta, todos os eclipses da Lua visíveis do Recife no período, além de um do Sol, em 1642. Foram seis eclipses da Lua visíveis, mas de apenas cinco ele tomou nota. É que um deles teve duração tão curta que não mereceu registro, justifica Matsuura.

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