Causa da morte de dois peixes-bois ainda é mistério

Por Gustavo Maia, do Jornal do Commercio Matéria publicada hoje no Jornal do Commercio revela a morte de dois animais que estavam em cativeiro no Centro Mamíferos Aquáticos (CMA), na Ilha de Itamaracá. A causa dos óbitos ainda não foi descoberta pelos veterinários e pesquisadores. Um dos bichos seria liberado na última segunda-feira (23) em Alagoas. Por causa das lamentáveis ocorrências, outros três peixes-bois, todos nascidos em cativeiro. A Polícia Federal foi chamada para ajudar a esclarer as mortes. Uma das hipóteses cogitadas (nem confirmada, nem negada pela direção do CMA) é de envenamento do oceanário onde estavam os animais. Para saber mais sobre o caso, leia abaixo: Dois peixes-bois marinhos protegidos pelo Centro Mamíferos Aquáticos (CMA) morreram na semana passada, de causa ainda desconhecida. Um dos animais seria solto na última segunda-feira, no estuário do Rio Tatuamunha, na Praia de Porto de Pedras, em Alagoas, como parte das comemorações pelos 30 anos do Projeto Peixe-boi, que é vinculado ao CMA. O centro, que luta contra a extinção da espécie, a mais ameaçada da costa do Nordeste, funciona na Ilha de Itamaracá, na Região Metropolitana do Recife. Maya, primeiro bicho a aparecer morto, na manhã do dia 17, estava no centro desde 27 de novembro de 2007. Segundo a bióloga Fábia Luna, chefe do CMA, a fêmea de peixe-boi estava bem na noite anterior e dividia o tanque com outros oito animais. Entre eles estavam Tupã e Telinha, do grupo que seria liberado anteontem. Havíamos feito vários testes nos que iriam para Alagoas, e todos indicavam ótimas condições de saúde, afirmou Fábia Luna. Por volta das 7h, um dos funcionários do CMA foi ao local alimentá-los e constatou que Maya não estava viva. Foi uma morte súbita, avaliou. No decorrer do dia, enquanto veterinários realizaram a necropsia de Maya, outros quatro peixes-bois do mesmo tanque começaram a apresentar convulsões e diarreia. Para ajudar os três veterinários que trabalham no local, foram chamados outros especialistas de unidades do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), mantenedora do CMA, no Rio de Janeiro e no Maranhão. À noite, um dos animais doentes, Noel, de 3 anos e meio, teve uma parada respiratória e precisou ser reanimado pelos médicos. Na manhã do dia seguinte, Noel não resistiu. De acordo com o veterinário e analista ambiental do ICMBio Maurício de Andrade, a necropsia de Maya não revelou alteração em nível macroscópico no organismo do animal, cuja espécie é conhecida como Trichechus manatus. Nunca havia acontecido com a gente e não identificamos nenhum caso similar na literatura científica, explicou. Os especialistas esperam agora resultados dos exames patológicos e toxicológicos feitos na água e no corpo de Maya. Com a morte dos dois, os outros sete ocupantes do mesmo oceanário permanecem sendo monitorados 24 horas por dia. Os três que ficaram doentes já estão controlados, informou o analista. Por isso, houve troca dos animais para viaj...

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