Rio perderam 360 mil campos de futebol de florestas caso mudança seja aprovada

RIO - O Estado do Rio pode perder uma área destinada à preservação da Mata Atlântica equivalente a 360.618 campos de futebol ; ou três vezes o tamanho da capital. Esse é o tamanho das áreas de Reserva Legal em propriedades rurais que serão afetadas por mudanças no Código Florestal. Caso a proposta seja aprovada pelo Congresso, pequenos proprietários deixarão de ter a obrigação de recuperar e manter a mata de 20% de seus terrenos. Ambientalistas afirmam que, na prática, isso representará um grande estímulo para o desmatamento de trechos hoje protegidos por lei. As mudanças no Código Florestal atingirão especialmente o Estado do Rio. De acordo com um documento elaborado pela Superintendência de Biodiversidade da Secretaria estadual do Ambiente, 80% das propriedades rurais ficariam de fora da obrigatoriedade da preservação. O prognóstico foi feito com base em dados do Censo Agropecuário de 2006. Só permanecerão com a obrigatoriedade as propriedades rurais acima de quatro módulos fiscais ; cujo tamanho, em hectares, varia, pois é determinado pelos municípios. Como o menor módulo fiscal do estado é de dez hectares, na melhor das hipóteses, somente as propriedades com mais de 40 hectares se enquadrariam na nova lei. Nesse cenário, haveria perda de 88% (360.618 hectares) da área atual destinada à proteção da Mata Atlântica. Isso supera em extensão o total das unidades de conservação do Rio, que não passa de 200 hectares, segundo o governo do estado. Para o presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Luiz Firmino, a aprovação da mudança no Código Florestal seria um retrocesso. ; Significaria a permissão para que boa parte da vegetação venha abaixo. Tem outras questões, como a relação água-floresta: quanto menos cobertura vegetal, menos água. Isso afetaria a agricultura, sobretudo a familiar ; diz Firmino. Ambientalistas sustentam que a mudança no Código Florestal seria uma ameaça sem precedentes num momento em que o estado está comprometido com o reflorestamento de 930 mil hectares até 2050. Para o presidente do Instituto Bioatlântica, engenheiro florestal Beto Mesquita, as mudanças desestimulariam a preservação ambiental. ; Apesar de a Lei da Mata Atlântica proibir o desmatamento de remanescentes florestais, a mudança no Código Florestal, sem dúvida, traria um enorme desestímulo à restauração ambiental. Esse código precisa ser modernizado, mas não se resolve o problema aprovando esse monstro criado pelo Aldo Rebelo (deputado federal do PC do B). Hoje, o Estado do Rio tem 940 mil hectares sem qualquer produção ; diz Mesquita. A mesma opinião tem o diretor de Florestas da Secretaria de Biodiversidade e Florestas, do Ministério do Meio Ambiente, João de Deus. Ele ressalta que o texto de Aldo Rebelo ainda flexibiliza a preservação de fragmentos de mata com espécies ameaçadas de extinção ; hoje, a sua supressão é proibida. ; A medida é desastrosa. Ficaria bem mais difícil para estados e municípios cumprirem metas de preservação. Quando o sub...

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