Secretária de Meio Ambiente do Rio critica proposta de Aldo Rebelo

RIO - A secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, defendeu ontem a necessidade de adequações ao Código Florestal. No entanto, ela criticou as mudanças propostas pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB) para o código, que poderá reduzir em 88% a área de destinada à preservação da Mata Atlântica em propriedades rurais do Estado do Rio, como mostrou reportagem publicada dia 7 pelo GLOBO. ; Há necessidades enormes de adequações no Código Florestal, mas é possível fazer isso sem rasgar o código e autorizar desmatadores que agem contra a lei. Marilene critica também a redução de 30 para 15 metros da àrea de Proteção Permanente na beira de rios: ; É totalmente incoerente, porque, nas áreas de nascentes, a faixa marginal é de 50 metros. ê muito mais inteligente permitir a flexibilização, baseada no parecer de uma comissão técnica, do que fazer uma flexibilização generalizada. O Aldo provou não saber que muitas propriedades rurais do Rio têm uma produtividade baixíssima. A possível mudança no Código Florestal vem causando divergências entre militantes e especialistas no assunto. Para Christino àureo, ex-secretário estadual de Agricultura, o desmatamento não depende da reforma do código. Ele acredita que o agricultor, de um modo geral, é muito consciente. ; A questão é se haveria desmatamento ou não com o novo código. Eu tenho visto um comportamento bem mais responsável nas últimas décadas. A mudança não vai influenciar no que já é feito. Dever haver uma convivência harmônica entre a área ambiental e a agricultura. Já o diretor de políticas públicas do SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani, acredita que a proposta leva à degradação. ; A proposta é escandalosa. Você dá isenção a quem faz o desmatamento. Anistia ampla, geral e irrestrita para quem devastou o Brasil. Mantovani critica também a redução da àrea de Proteção Permanente na beira de rios: ; O pior é a questão da redução. Hoje, gastamos mais com assoreamento de rios do que com saneamento. Especialista em direito ambiental e dirigente do Grupo Ação Ecológica, Rogério Zouein reconhece as imperfeições do código, mas discorda das alterações sugeridas: ; Deveria haver retificações em pontos imperfeitos do código, mas jamais dessa forma, que visa ao uso máximo da terra, em prejuízo do meio ambiente. ê preciso priorizar a proteção da mata nativa. Na Região Serrana, ela é destruída pelo crescimento de favelas. Texto de Cíntia Cruz e Mariana Belmont, Agência Globo

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