Marina convoca pesquisadores

Publicado em 31.07.2010, no Jornal do Commercio NATAL - A candidata pelo PV à Presidência da República, Marina Silva, convocou ontem a comunidade científica a buscar soluções para o desenvolvimento sustentável, sua principal bandeira na campanha. Não precisa expandir a fronteira agrícola da Amazônia para produzir mais, por exemplo. Os pesquisadores podem nos dizer como aumentar a produtividade e, assim, evitar o desmatamento, disse ontem a ex-ministra do Meio Ambiente, durante a 62 Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. Há trabalhos que indicam que é possível criar duas, e não apenas uma cabeça de gado por hectare, por exemplo. Marina Silva foi a segunda candidata a participar do debate com os presidenciáveis promovido pela SBPC. Anteontem, Dilma Rousseff (PT) anunciou que aumentará, se eleita, de 1,34% para de 1,8% a 2% o percentual do Produto Interno Bruto (PIB) destinado à ciência e tecnologia. O presidente da entidade, Marco Antonio Raupp, entregou a ambas documento elaborado em conjunto com a Academia Brasileira de Ciências (ABC) defendendo princípios básicos de uma política nacional para o setor. José Serra (PSDB) convidado, mas sua assessoria informou que ele já tinha compromissos agendados. A mudança da matriz energética, na opinião da candidata verde, também é um desafio tecnológico. A ciência será uma alavanca para nos fazer sair de uma economia de alto para baixo uso de carbono. Assim deteremos o aquecimento global, acredita Marina. Ela lembrou que a realizada energética mudou. No século 20 era o carvão, petróleo e gás. Hoje é o uso da biomassa, do álcool de celulose, da energia do Sol, do vento e da água. Para Marina, que depois do debate na Reunião Anual da SBPC seguiu para o Recife, o Brasil terá menos dificuldades que os países industrializados para consolidar uma matriz energética limpa. Temos 14% de toda a água doce do planeta, 22% de todas as espécies vivas, 60% do nosso território é coberto por florestas e 45% da nossa matriz é hidrelétrica. A média desse percentual em países industrializados é de 13% e, na Inglaterra, de apenas 4%, justifica. A presidenciável elogiou o fato de a educação encabeças o documento entregue pela SBPC. Sem a educação eu não estaria aqui. Aprendi a ler e escrever aos 16 anos pelo Mobral (antigo método de alfabetização), fiz 1 e 2 grau pelo Supletivo e me formei em história pela Universidade Federal do Acre.

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