Dilma promete elevar verba para tecnologia

NATAL - A ex-ministra Dilma Rousseff, candidata do PT-PMDB à presidência, se comprometeu ontem, na 62 Reunião Anual da SBPC, a aumentar de 1,34% para de 1,8% a 2% o percentual do Produto Interno Bruto (PIB) destinado à ciência e tecnologia. Dilma é a primeira candidata a apresentar sua proposta de governo no encontro da SBPC. Está prevista para hoje a visita do presidenciável José Serra (PSDB) e, amanhã, a da candidata Marina Silva (PV). As assessorias dos candidatos, no entanto, ainda não confirmaram a presença dos dois. O presidente da SBPC, Marco Antonio Raupp, aproveitou para entregar à candidata uma carta elaborada pela entidade e pela Academia Brasileira de Ciências (ABC) com reivindicações de pesquisadores e professores universitários. O documento defende uma revolução na educação, a colocação do País na fronteira da produção de conhecimento, a conservação, com uso sustentável, dos biomas nacionais e a agregação de valor à produção e à exportação com inovação tecnológica. A ABC e a SBPC concluem a carta dizendo que consideram que essa Agenda de Ciência e Tecnologia para o Brasil deve estar fortemente vinculada ao desenvolvimento social, integral e abrangente, pressuposto para uma nação forte e soberana. Num auditório lotado de integrantes da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes) e da União da Juventude Socialista (UJS), mais aplaudida que vaiada, Dilma estava acompanhada do vice, Michel Temer, e falou por mais de uma hora. A maior parte do tempo a candidata destacou as ações do governo Lula. Irei tratar aqui, em especial, do casamento entre educação e política. Esse é o ponto decisivo para que o Brasil se torne um país desenvolvido, sobretudo, a partir de nossos próprios valores, anunciou. Acho importante que tenhamos dobrado o número de bolsas do CNPq e da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e que em 2010 vamos conceder mais 160 mil bolsas de iniciação científica, disse. Também foi importante ter dobrado o orçamento do Ministério da Ciência e Tecnologia em quatro anos e ter criado, por exemplo, a Lei do Bem, que desonera as empresas que fazem inovação. Além de aumentar o percentual do PIB para ciência e tecnologia, ela prometeu maiores investimentos no setor para garantir a exploração do pré-sal sem riscos para o meio ambiente e em energia nuclear. Precisamos garantir a produção de combustível nuclear para uso pacífico. A candidata destacou a importância histórica e social que as reuniões da SBPC representam para o País e para as gerações que o construíram após momentos de extrema repressão. A SBPC terá sempre essa marca. A marca de quem não só ajudou na produção científica do País, mas ajudou a construir os ideais dessa nação.

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