Pesquisadores descobrem salamandra de 100 anos em caverna da França

RIO - Pesquisadores da Universidade Claude Bernard, na França, descobriram uma salamandra cega, residente em uma caverna, que parece viver há mais de 100 anos. Se a sua idade fosse comprovada, o anfíbio teria conseguido uma façanha ainda inexplicável para a ciência. - Não sabemos ainda como este animal conseguiu sobreviver por tanto tempo - admitiu o ecofisiologista Yann Voituron, autor de um artigo sobre a salamandra, publicado esta quinta-feira no site da revista Biology Letters. Voituron conseguiu calcular a longevidade do animal após acompanhar o ciclo de vida completo de uma colônia com 400 salamandras. O anfíbio centenário contraria o padrão visto em todos os vertebrados de grande longevidade. Ao contrário da tartaruga gigante, dos elefantes e mesmo do homem, a salamandra é minúscula (pesa entre 25 e 30 gramas). Sua produção de energia, no fim da vida, tampouco é baixa como das demais espécies que ficam tão idosas. A salamandra apresenta resistência surpreendente. Pode viver um ano sem comer e vários anos sem oxigênio. Segundo Caleb Finch, pesquisador especializado em envelhecimento da Universidade do Sul da Califórnia, a salamandra pode ser um exemplo de envelhecimento insignificante - ou seja, um envelhecimento extremamente devagar, sem que ocorram mais doenças ou diminuição de reproduções. - Esse novo exemplo de longevidade é muito valioso - disse. - ê um exemplo de um outro grupo de vertebrados, com uma expectativa de vida real, que tem um processo de envelhecimento muito devagar. Da Agência Globo

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