Cresce desmatamento na Amazônia

BRASÍLIA - O desmatamento da Amazônia no mês de maio ficou em 109,6 Km2, mais do que o dobro do registrado em abril (51 km2). No entanto, comparando o período de agosto de 2009 a maio de 2010 com o mesmo intervalo de tempo no ano anterior, houve uma queda de 47%. Os dados são do sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em maio, 45% das áreas dos nove estados da Amazônia Legal monitorados estavam encobertas, o que prejudica a identificação do desmatamento. Ainda assim, Mato Grosso foi o que mais registrou destruição da vegetação nativa: 51,9 km2, seguido por Pará (37,2 km2), Rondônia (10,7 km2) e Amazonas (9,8 km2). O Chefe do Inpe na Amazônia, Cláudio Almeida, disse que há uma tendência de queda na região por conta das operações do Ibama e do monitoramento via satélite. ; A sensação que a gente tem olhando os dados é que existe uma queda. Uma das coisas que contribuem é uma percepção por parte do agricultor de que há mais monitoramento. Hoje eles sabem que se desmatarem serão identificados ; diz. O pesquisador lembra que só será possível confirmar se de fato houve um decréscimo consolidado do desmatamento no final do ano, quando saem os dados do PRODES, que consegue captar desmatamentos de áreas pequenas (de 6 hectares). O Deter só identifica parte do desmatamento, ocorrido em áreas superiores a 25 hectares. O desmatamento detectado pelo Deter todos os meses serve de alerta para que o Ibama foque sua ofensiva onde o problema está concentrado. O combate ao desmatamento é a principal ação do comprimisso que o Brasil assumiu em Copenhague, durante a Conferência de Mudanças Climáticas no ano passado. O país prometeu cortar 80% do desmatamento na Amazônia. As emissões causadas pela derrubada da floresta respondem por 57,5% do total. No ano passado, o Brasil atingiu a menor taxa de desmatamento desde que o governo começou a monitorar o problema, há 20 anos. Em 2009 o total desmatado foi de 7.464 km2, uma queda de 45% com relação ao ano anterior. Texto de Catarina Alencastro (Agência Globo)

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